quarta-feira, 3 de março de 2021

Claudia Priori no especial on-line da Semana da Mulher do MON

Crédito da foto: Marcello Kawase


Na próxima quarta-feira, 10/03, o Museu Oscar Niemeyer (MON) promove uma videoconferência pelo Zoom para comemorar o Dia da Mulher. Será um encontro virtual com Claudia Priori, autora da pesquisa “Mulheres e a Pintura Paranaense: Relação entre Arte e Gênero”. 

Durante a semana, o MON também publicará nas redes sociais depoimentos das artistas Beatriz Milhazes, Maria Cheung, Ana Norogrando, Eliana Brasil e Leticia Marques sobre mulheres que inspiraram seus trabalhos na arte.

Encontro virtual

Claudia Priori é doutora em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e professora na Universidade Estadual do Paraná (Unespar), tem ampla experiência em temas como história das mulheres, estudos de gênero, violência, instituições penais e policiais, artes e relações de gênero.

Sua pesquisa propõe uma discussão sobre a atuação das mulheres no campo da arte paranaense, analisando os espaços ocupados por elas no cenário artístico, suas trajetórias, expressões e, ainda, como eram vistas e representadas pela sociedade.

Para participar do encontro virtual não é necessário ter conhecimento em arte, basta ter interesse pelo tema e inscrição prévia. O evento é gratuito, com vagas limitadas.

Serviço:

Videoconferência com Claudia Priori, autora da pesquisa “Mulheres e a Pintura Paranaense: Relação entre Arte e Gênero”

Quarta, dia 10/03, das 19h às 20h30
Evento gratuito, vagas limitadas
Informações: 3350-4468 ou educativo@mon.org.br
museuoscarniemeyer.org.br/mon/monemcasa/
YouTube: https://bit.ly/MONnoYoutube



terça-feira, 2 de março de 2021

Paranaense conseguiu sair de um relacionamento abusivo viajando pelo mundo



Por Natalia Navarri

Daqui uns dias celebra-se o Dia Internacional da Mulher (8 de março), uma data que foi criada para lembrar da importância da luta pelos direitos das mulheres. Apesar disso, elas ainda têm de conviver com salários menores para as mesmas funções, jornada dupla de trabalho, entre tantas outras injustiças.

Para piorar, estamos vivendo os efeitos de uma pandemia que completa um ano este mês e que, desde o início, se tornou difícil para muitas pessoas, principalmente para aquelas que possuem um namoro ou casamento conturbado. Os relacionamentos abusivos não são nenhuma novidade, mas durante todo esse período em casa, eles se tornaram mais propensos a acontecer.

A advogada e palestrante paranaense Silvinha Mantovani pode falar desse assunto com propriedade. Quando tinha 36 anos e morando em Barcelona, se descobriu presa em um relacionamento cheio de proibições, insultos e ameaças de morte. 

Ela entrou nas estatísticas da Organização Mundial da Saúde Mulheres que mostra que, até 2019, 243 milhões de mulheres sofreram violência física, sexual ou psicológica por um parceiro íntimo. O Brasil é o 5° no ranking de feminicídio, três em cada cinco mulheres sofrem, sofreram ou sofrerão de relacionamentos assim, e segundo esse mesmo órgão esses casos aumentaram em 50% durante a pandemia.

Uma vida quase destruída

Silvinha superou uma infância pobre no interior do Paraná, um pai alcoólatra, a violência doméstica e a falta de perspectiva com muito trabalho e estudo. Conseguiu se formar em Direito, realizar o sonho de morar fora do país, fazer mestrado na Espanha e ter uma carreira de sucesso. 

Contudo, essa trajetória pouco a pouco foi se desmoronando por conta de um relacionamento abusivo que viveu por quatro anos. Ela conta que tentou a separação por dois anos e meio, mas que era impossível sair daquela relação. 

“No começo meu ex-marido fingiu aceitar, só que quando ele percebeu que eu realmente iria embora, minha vida se transformou em um inferno. Saí de casa com praticamente apenas a roupa do corpo. Passei semanas morando de favor na residência de amigos. Precisei da ajuda de muita gente para sair daquela situação, mas consegui”, explica a advogada.

Vida salva por um passaporte

Nesse período, Silvinha resolveu mudar de vida. Ela teve que fugir do cara – sim, fugir! – e decidiu que era hora de voltar a ter controle sobre a própria vida: largou tudo (emprego, família, país) e se mandou atrás do seu sonho!

Aproveitou o período entre seus 36 e 40 anos para pôr em prática um projeto bem audacioso: visitar 40 países antes dos 40 anos. Ela juntava dinheiro trabalhando como babá, faxineira e até mesmo descarregando caixas de legumes. Começou na Itália e passou pela Irlanda, Marrocos, Turquia, República Checa, Emirados Árabes, Hungria, Áustria, Estados Unidos, Tailândia, Índia… e segue contando! 

Hoje, aos 42 anos, já são 59 países visitados. “É como sempre digo: no fundo do meu poço tinha um passaporte, e esse passaporte salvou minha vida", enfatiza. 

Com as feridas cicatrizadas, Silvinha decidiu transformar sua vida em livro. Em 2019  reuniu o investimento necessário para lançar sua obra através de uma vaquinha online. Em 2021, o livro 40 antes dos 40 - Um Passaporte Salvou Minha Vida, já vendeu mais de 5 mil exemplares e foi traduzido para o inglês e espanhol com o objetivo de ajudar outras mulheres que possam estar passando pelo que ela passou.

Além disso, acumula mais de 160.000 seguidores apenas em seu Instagram @40antesdos40, onde compartilha experiências e dicas de viagem, além de refletir sobre questões de gênero para a mulher viajante.

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Seminário on-line debate o orçamento do estado para o setor cultural


A luta política do setor cultural e a questão orçamentária é o tema do primeiro debate do Seminário Cultura e Orçamento do Estado para Políticas Públicas, que acontece nesta segunda-feira (1), a partir das 10h30, de forma on-line nas redes sociais e é promovido pela Frente Movimento, que tem programado outros 3 debates nos dias 4, 11 e 18 de março.

Neste primeiro debate, que tem como tema “Setor Cultural no Brasil: A Luta Política Nacional e a Questão Orçamentária”, participam a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e o doutor em direito pela USP, José Maurício Conti. A mediação será feita pela advogada, pesquisadora e doutora em Filosofia Política, Rita de Cássia Lins e Silva.

Cultura X Pandemia - “Pode parecer loucura discutir Cultura, e as formas de financiamento do sistema artístico e cultural, em meio ao momento mais grave da pandemia, com recordes seguidos de casos e mortes, pela Covid-19. Mas não é”, afirma Rita. “

Ela diz que a cultura transcende esta situação e por isso a importância deste seminário que debaterá as relações entre cultura, Orçamento do Estado e políticas públicas. “É fundamental e estratégico conhecer o funcionamento da máquina pública, seus mecanismos jurídicos e políticos. Descobrir como financiar a cultura é e será fundamental para o enfrentamento da pandemia e ao pós-pandemia”, explica Rita.

Momento decisivo - Os integrantes da Frente Movimento dizem que este momento é decisivo mobilizar toda a sociedade a participar deste debate sobre orçamento e políticas públicas. Para eles, este é o momento para enfrentar o desmonte do Sistema Nacional de Cultura (SNC), os ataques às leis de incentivo e outros mecanismos de financiamento da cultura no país.

“Entender o orçamento e os mecanismos de seu funcionamento é imprescindível na luta pela efetividade de políticas públicas. Não há cultura sem investimento”, declara o professor, mestre em literatura, compositor e diretor de teatro Octávio Camargo, também integrante da Frente Movimento.

Reverter o desmonte - Segundo ele, os seminários têm como objetivo debater qual será a maneira que a sociedade civil pode reunir esforços para reverter as distorções de investimento no setor cultural.

“A pandemia expôs a precariedade e a incapacidade das gestões federal e estaduais de fazerem os recursos chegarem à ponta, a quem precisa desses recursos. Isso reacendeu a mobilização de artistas e produtores de cultura em todo o Brasil. 

A Frente Movimento pretende, com os seminários, descobrir quais serão os próximos passos. “Por exemplo, queremos saber como podemos chegar a 1,5% de investimento em cultura no estado do Paraná nos próximos 4 anos, sendo que atualmente é menos de 0,5%”, questiona Rita.

Frente MovimentoA Frente Movimento reúne pessoas e entidades que lutam em defesa da cultura, da educação, da ciência, dos direitos humanos, do pluralismo, das liberdades democráticas, e do meio ambiente, valores estes encontrados na origem do Estado Democrático de Direito.

“Somos um grupo progressista, plural e suprapartidário, formado por instituições, movimentos, coletivos e por diferentes pessoas que compõe a sociedade civil”, explica Octávio.

“Entendemos a arte e a cultura como expressões essenciais do ser humano e que é fundamental a sociedade debater e definir como serão as políticas públicas para o seu financiamento e apoio”, completa Rita.

Serviço: 

SEMINÁRIO CULTURA E ORÇAMENTO DO ESTADO PARA POLÍTICAS PÚBLICAS

18/03/2021, às 19h30mim,  I Seminário CULTURA E ORÇAMENTO DO ESTADO PARA POLÍTICAS PÚBLICAS, promovido pela Frente Movimento, com a participação de Maria Lúcia Fattorelli (Auditoria da Dívida Cidadã) e Wagner Willian (ALEP), mediado por Octávio Camargo (UNESPAR).

Tema: O ENDIVIDAMENTO PÚBLICO E OS ÁLIBIS INSTITUCIONAIS: A REDUÇÃO DE ORÇAMENTO, A FALTA DE TRANSPARÊNCIA E OS ENTRAVES BUROCRÁTICOS.

Como participar

Para participar do seminário é preciso acessar o link de inscrição: https://forms.gle/BF7jPay3zWfJKexA6. E para ter acesso à transmissão os links de acesso são: no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCabegFRBrfbqLNBYJCHUZVg e no  Facebook: https://www.facebook.com/satedparana 


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Projeto RestaurAÇÃO recebe doações de entidades internacionais



O financiamento coletivo promovido pela ONG Unicultura e pela restauradora Tatiana Zanelatto tem atraído a atenção de entidades internacionais de preservação de patrimônio e restauro.

Na última semana, a Protect Heritage fez um aporte ao projeto no site http://benfeitoria.com/restauracao. A corporação canadense cria estratégias para a proteção de acervos e coleções em museus no mundo todo e tem como boa prática doar 5% da sua receita bruta para projetos e organizações de caridade.

Outra importante doação partiu de uma executiva do projeto Conservation Science Introductions: South East Museums, financiado pelo Arts Council England, agência inglesa de desenvolvimento para a criatividade e cultura.

No Brasil,o Instituto de Conservação e Restauro Pachamama também deu sua contribuição ao projeto. Além do aporte financeiro, a entidade promoveu palestras on-line com a restauradora Tati Zanelatto e convidou seus membros e colaboradores para participar ativamente da campanha. 

O projeto - A proposta da iniciativa é restaurar as pinturas parietais em salas do Museu Paranaense, no Palácio São Francisco, em Curitiba. Para realizar o trabalho, o projeto capacitará oito mulheres refugiadas e vítimas de violência doméstica, que aprenderão as técnicas do restauro com a artista e restauradora Tatiana Zanelatto. Em 2019, o RestaurAÇÃO aconteceu no Museu Alfredo Andersen e formou oito mulheres indicadas pela Casa da Mulher Brasileira em Curitiba.

O financiamento coletivo busca R$ 258 mil para arcar com todos os custos do restauro, bolsa auxílio, orientação profissional, acompanhamento psicológico, alimentação e transporte para as participantes. O projeto foi selecionado pelo “Edital Matchfunding BNDES+”, que impulsiona ações de legado para o patrimônio histórico. Nesta modalidade, a cada real arrecadado na campanha de financiamento coletivo, o BNDES entra com mais dois reais, triplicando os recursos. As doações partem de 20 reais e cada valor dá direito a uma recompensa – como bottons, ecobags, pôsteres e camisetas. 

Para saber mais sobre o projeto e fazer uma doação visite https://benfeitoria.com/restauracao

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Dos restaurantes badalados aos botecos de esquina

Caderno especializado será comandado pelo jornalista Andrea Torrente

A semana começa com uma boa novidade para o setores de mídia e gastronomia. O Plural lançou nesta segunda-feira (22) uma nova editoria: além da cobertura de cidades, política e cultura, o jornal passa a ter um caderno para tratar de assuntos gastronômicos.

Comandado pelo jornalista Andrea Torrente, especializado em gastronomia, o Gastronomia Plural terá atualizações várias vezes na semana com reportagens, notícias do setor e roteiros. O cardápio será farto e variado, incluindo desde os restaurantes mais badalados até o bar da esquina.

“Uma grande cidade como Curitiba tem naturalmente um cenário gastronômico efervescente e em continua transformação. A pandemia está acelerando essas mudanças”, diz Andrea Torrente. “Queremos acompanhar essa evolução e contribuir para o crescimento e o fortalecimento do setor.”

Segundo o editor, “Curitiba conta com grandes restaurantes, chefs premiados e também uma gastronomia do dia a dia, que podemos definir como baixa gastronomia, com opções de qualidade e que há décadas marcam a história da cidade. Queremos dar voz a todo esse espectro para que o nosso leitor saiba onde é possível comer e beber bem. E, sempre que possível, sem que isso pese muito no bolso”.

Para o coordenador de conteúdo do Plural, Rogerio Galindo, a criação da nova editoria é uma expansão natural do trabalho do jornal. “Começamos pequenos, trabalhando em algumas poucas áreas em que somos especializados. Mas nosso público fez o jornal crescer e agora está na hora de apostar em novos projetos”, afirma.

Segundo o diretor comercial do jornal, o caderno também será uma oportunidade para que restaurantes, bares e fornecedores se comuniquem com o público do Plural. “A Grande Curitiba precisava de um novo veículo que tratasse a gastronomia de modo completo e democrático”, diz Bob Marochi.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Últimos dias de inscrições para o 14º Prêmio New Holland de Fotojornalismo


Fotógrafos profissionais e amadores ainda têm até o dia 28 de fevereiro para se inscrever na 14ª edição do Prêmio New Holland de Fotojornalismo, data em que o período de inscrições será encerrado. Os interessados podem inscrever até 10 imagens, bastando acessar o site www.premionewholland.com. Os prêmios totalizam R$ 40 mil em duas categorias: “Profissionais e “Aficionados”, que concorrem ao “Grande Prêmio”, referente a fotografias que retratem a vida no campo, e o “Prêmio Especial: Máquinas”, para a melhor imagem de máquinas em operação. Poderão ser inscritas fotos com produtos e equipamentos do segmento de construção, desde que registradas em atividades agrícolas.

Este ano, o Prêmio tem como tema “Agricultura substantivo feminino”, uma forma de reconhecer e valorizar o papel da mulher na agricultura. O concurso elegerá as melhores imagens relativas a vida no campo, cultura da terra e atividades agrícolas registradas na América do Sul. Serão selecionadas e premiadas fotos que mostrem essa realidade e que tiverem melhor enquadramento, beleza estética, contextualização e originalidade.

Serviço:
Inscrições para o 14º Prêmio New Holland de Fotojornalismo
Acesse www.premionewholland.com e preencha a ficha de Inscrição disponível no link “Inscreva-se”. 
As inscrições são gratuitas.
Cada participante poderá inscrever até 10 fotos.
O prazo se encerra no dia 28 de fevereiro.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Festival de Jazz Pernambucano oferece oficinas gratuitas on-line



Encontro marcado do dia 18 ao 21 de fevereiro para os amantes do Jazz e da Música Instrumental. É o Panela do Jazz Live, festival de música Pernambucano em sua primeira edição on-line oferecendo Masterclasses de Sax, Piano, Percussão e Guitarra com artistas consagrados. A edição especial homenageia Moacir Santos, conhecido como Ouro Negro, o patrono da Bossa Nova.

Após reunir mais de 16 mil pessoas em duas edições, o festival pernambucano acontece na internet para agraciar os fãs afastados do convívio social por conta do distanciamento obrigatório da pandemia - razão do cancelamento da terceira edição prevista para ocorrer no Recife no ano passado.

O evento de 2021 - acessível para todos - reúne expoentes da música pernambucana cuja trajetória é pontuada por apresentações elogiadas Brasil afora. O primeiro dia da programação conta com shows de Dois de Paus (com participação de Nena Queiroga), Augusto Silva & Frevo Novo e Amaro Freitas Trio. O segundo tem Agláia Costa, Sertão Jazz (com Amanda Cabral e Karol Maciel) e Spok Quinteto (com participação de Maíra e Moema). Os artistas subirão ao palco montado no Fábrica Estúdio - com obediência aos critérios sanitários definidos pelas autoridades - e terão as performances transmitidas ao vivo pela plataforma do Panela no YouTube e nas redes sociais.

Todas as atrações selecionadas para o evento dialogam com o vigor artístico da obra do maestro, arranjador, compositor e multi-instrumentista pernambucano Moacir Santos, homenageado da edição virtual. O tema deste ano - "A musicalidade instrumental da cultura afro e indígena no experimentalismo do jazz" - é inspirado na vida e na vasta produção do artista nascido em Flores, Sertão do Estado, radicado nos Estados Unidos e consagrado em palcos internacionais através de obras icônicas e parcerias celebradas com nomes da dimensão de Vinicius de Moraes e Kenny Burrell.

A curadoria do Panela do Jazz em 2021 fica a cargo do contrabaixista, arranjador, compositor e produtor musical Bráulio Araújo, uma das metades do Dois de Paus, escalado para o festival. Coube a ele a missão de montar uma grade artística alinhada à essência múltipla da obra de Moacir Santos e exclusivamente preenchida com atrações locais em resposta ao estímulo ao festival proporcionado pela Lei Aldir Blanc - fomento emergencial aprovado pelo Congresso para ajudar a cena musical prejudicada pela suspensão dos shows em virtude da pandemia da Covid-19.

Oficinas

Tornou-se tradição do festival explorar ações educativas, culturais e comunitárias revestidas de relevância social e histórica através da oferta de oficinas musicais gratuitas nos dias anteriores aos shows. Quatro aulas de uma hora cada estão programadas para os dias 18 e 19 de fevereiro e serão ministradas online pelo maestro Spok e pelo pianista Amaro Freitas, no primeiro dia, e pela percussionista Lara Klaus e pelo guitarrista Luciano Magno, no segundo dia (serão às 18h e às 20h).

Visite https://linktr.ee/paneladojazz para mais informações e acesso aos conteúdos e playlis do Festival


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Carnaval nas águas do Passaúna



Sai de cena o confete, a serpentina e a baiana. Entra em campo, ou melhor, na água, o remo. O Passaúna Paddle Club estará de portas abertas durante o período do Carnaval, com opções de esportes náuticos e locação de bicicletas para quem quiser aproveitar os próximos dias para praticar esporte e curtir a natureza. Instalado às margens da Represa do Passaúna, conta com opções como Stand Up Paddle, caiaque e canoa havaiana. Funcionará diariamente das 8h30 às 18h.

A canoa havaiana é uma boa opção para aproveitar com a família, ou em grupo de convivência próxima. São feitas reservas a partir de cinco pessoas. O valor é de R$ 50 por pessoa e inclui o acompanhamento de instrutor. Também conhecida como canoa polinésia ou Va’a, a canoa havaiana é a modalidade de esporte a remo que mais cresce o Brasil.

A origem deste tipo de canoa é a região da Polinésia, no sul do Oceano Pacífico, em ilhas como o Havaí. Antigas tribos utilizavam estas embarcações para desbravar os mares e viajar de uma ilha a outra. Como foram criadas para navegar em alto mar, são muito estáveis e desenvolvem grande velocidade.  Sincronia e um forte espírito de grupo fazem parte da prática.


Já o aluguel de pranchas de Stand Up Paddle sai a R$ 50, por uma hora. Este valor inclui ainda coletes flutuadores e remos. Variação do surfe, o Stand Up Paddle é uma modalidade na qual o praticante se movimenta em pé na prancha, com o auxílio de um remo. Ele pode ser praticado no mar, em corredeiras ou lagoas. A represa do Passaúna é considerada o melhor local em Curitiba para prática do esporte, principalmente para iniciantes, com águas tranquilas e muito espaço para remar.

Os caiaques, por sua vez, podem ser encontrados em três modelos: para uma pessoa, duas pessoas ou três pessoas. O simples custa R$ 50; o duplo sai a R$ 80 e, por fim, o triplo vai a R$ 100.

Quem preferir ficar em terra firme pode alugar uma bicicleta. Os preços é de R$ 20 (final de semana e feriado). Para todas as atividades é obrigatório o uso de máscara. A temperatura do público é aferida na entrada e todos os equipamentos são higienizados com álcool em gel a cada uso.

Outra opção do Passaúna Paddle Clube é aproveitar a gastronomia. O Restaurante Passaúna, que funciona em anexo, estará aberto durante o Carnaval. Servirá almoço das 11h30 às 14h30 (na sexta)  e às 15h30 (de sábado até terça-feira). Lanches, porções, sucos e outra bebidas podem ser aproveitados das 8h30 às 18h. 

SERVIÇO
Passaúna Paddle Club
Funcionamento: aberto todos os dias, das 8h30 às 18h30.
Endereço: Rua Ângelo Marqueto, 2538 - Parque do Passaúna – Mirante, Curitiba - PR
WhatsApp: 41 999134-3044
Instagram: @passaunapaddleclub


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

APAP/PR pede contribuição para reconstruir atelier Alfi Vivern

Alfi Vivern em seu atelier - Foto: Faisal Iskandar

Um incêndio acidental, no dia 4 de fevereiro, destruiu o atelier do artista visual Alfi Vivern, localizado em Campo Magro, região metropolitana de Curitiba. Com o intuito de ajudar nas despesas para a reconstrução do espaço de criação, um grupo de artistas da Associação Profissional dos Artistas Plásticos do Paraná (APAP/PR) criou a ação de doação através de uma vakinha online.

Essa é a segunda ação feita pelo grupo de artistas. Na primeira as doações foram todas destinadas à reconstrução do atelier que, em pouco tempo, conseguiu ultrapassar a meta estipulada. Agora, a campanha pretende  auxiliar na compra dos materiais de criação.

As doações para a ação “Solidariedade da APAP/PR para o Atelier do Artista Alfi Vivern” podem ser feitas pelo link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/solidariedade-da-apap-pr-para-reconstrucao-do-atelier-alfi-vivern. A meta de arrecadação é atingir R$ 30 mil.

Sobre o artista - Argentino, radicado em Curitiba, participou do Instituto Di Tella em Buenos Aires conhecido como "Viveiro de Talentos”. Graduou-se como designer pela escola Pan-americana de Arte em Buenos Aires/Argentina. Seu trabalho ganhou vários prêmios e concursos importantes, como: 2007–1º Prêmio no “EMAAR lnternational Art Symposium, Dubai/Emirados Árabes; 2006–“Prêmio na 1ª Bienal de Escultura, León/México; 1996–1º Prêmio “III Concurso Internacional de La Talla en Piedras”, Barichara/Colômbia; 1985 – 1º Prêmio no “Concurso de Esculturas: comemoração 20 anos do IPPUC”, Curitiba/Brasil. Suas obras encontram-se expostas em galerias, museus, coleções públicas e privadas em diversos países do mundo.

Conheça o trabalho do artista pelas redes sociais:

https://www.instagram.com/alfivivern/

https://www.facebook.com/alfi.vivern

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Festival de Culturas Tradicionais tem oficinas com temas das culturas indígena, africana e asiática

Jogo de tabuleiro de origem africana - Marcelo Weber


Vivências com as culturas de várias partes do mundo ganham destaque no Festival de Culturas Tradicionais, que chega a sua reta final. A programação, toda online e gratuita, inclui oficinas de origami, jogos de tabuleiro das culturas indígena e africana, cantigas e parlendas brasileiras, e bordado, entre outros. Eventos como shows de fandango, demonstrações de capoeira e rodas de conversa já foram realizadas nas semanas anteriores, desde 26 de janeiro, totalizando 19 atividades. As inscrições podem ser feitas pelo Sympla (www.sympla.com.br/festivaldeculturastradicionais). Por decorrência da pandemia, todo o festival migrou para a internet, com eventos até o dia 28 de fevereiro.

A quinta-feira (18/2) conta com a oficina de Jogos de Tabuleiro Indígena e Africano, a partir das 20h. Esta aula é ministrada pelo artista, educador e inventor Marcelo Weber. Ele apresenta o Jogo da Onça, típico de tradições indígenas brasileiras, e também o Aualê: Jogo de Mancala, da cultura africana. Weber explica as regras de cada modalidade, além de ensinar a preparar os tabuleiros em papel.

As famosas dobraduras orientais são apresentadas na oficina Origami: como fazer Kusudama e Tsuru, com a professora Yurie Handa. O Tsuru é um dos mais tradicionais origamis no Japão, que representa sorte, saúde e felicidade. Já o Kusudama é uma dobradura modular que, além de simbolizar a cura, serve como peça decorativa. A aula acontece às 20h da terça-feira (23/2).

Oficina de Origami - Yurie Handa

A oficina Como Fazer Um Mini Estandarte para Festas é transmitida na quinta-feira (25/2), a partir das 20h. O ministrante Vinícius de Azevedo ensina a produzir este símbolo das festas populares. O trabalho adornado ajuda a desenvolver habilidades como coordenação e criatividade.

O sábado (27/2) do Festival conta com a aula Aprenda a Fazer Pontos de Bordado Livre. A partir das 20h, o professor Vinícius de Azevedo detalha os pontos de bordado livre e dá sugestões de como aprimorar as técnicas. Esta oficina aprofunda os conhecimentos do evento anterior, de Mini Estandarte, do mesmo ministrante, apresentando novas possibilidades para a decoração.

No domingo (28/02) o músico e professor Nélio Spréa apresenta cantigas e parlendas do folclore brasileiro e sugestões de brincadeiras com estes temas para pais e professores brincarem junto com a criançada.

Após as estreias, os programas do festival ficam disponíveis para ver e rever no canal YouTube de Lia Marchi, www.youtube.com/LiaMarchi , onde o público também poderá encontrar diversos vídeos sobre cultura popular, desde documentários, até dicas e brincadeiras, enriquecendo seus conhecimentos sobre o tema.

Organizado pela Olaria Projetos de Arte e Educação, o Festival de Culturas Tradicionais conta com Lia Marchi como curadora e LM Stein como produtor, dupla que há 20 anos registra diferentes culturas do Brasil e de Portugal. Este projeto é realizado com o apoio do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, e conta com incentivo de Higi Serv, Imobiliária Razão e Shopping Mueller. As apresentações que já aconteceram podem ser assistidas no canal do YouTube dedicado ao evento: www.youtube.com/LiaMarchi.

 

Festival de Culturas Tradicionais
De 26 de janeiro a 28 de fevereiro
Programação online e gratuita
Ingressos disponíveis em www.sympla.com.br/festivaldeculturastradicionais

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

MANIFEST reúne artistas das cenas do rock, pop e blues autorais de Curitiba

Com incentivo da Lei Aldir Blanc, a edição digital e gratuita reunirá 10 artistas do rock, pop e blues em shows exclusivos

Entre os dias 20 de fevereiro e 21 de março será realizado o primeiro MANIFEST – Música Autoral e Novidades Independentes Festival, uma mostra 100% online com ‘Lives’ de 10 grandes artistas das cenas do rock, pop e blues autorais de Curitiba.

Nesta primeira edição digital, todos os shows serão transmitidos em ‘livestream’ pela FanPage do MANIFEST no Facebook, canal oficial do evento: https://www.facebook.com/manifestmusica

O público poderá curtir muitas horas de conteúdo exclusivo de seus artistas preferidos sem sair do conforto e segurança de sua casa. Os 10 shows rolam durante cinco fins-de-semana, nas tardes de sábado e nas manhãs de domingo.

Nomes como Giovanni Caruso (Escambau), Adriano Antunes (Syd Vinícius) e Diego Raimundo compõem a escalação do festival entre outros nomes (veja toda a programação abaixo).

Idealizado em 2013 pelo músico Fabio Elias e pelo produtor cultural Pedro Hey Branco, o festival independente se tornou realidade em 2021.

Padrinho do festival, Fabio Elias abre o festival no dia 20 de fevereiro, às 15h, com um repertório que une algumas canções inéditas com clássicos de sua banda Relespública.

Confira a programação completa
Fabio Elias (Relespública) – LIVE
Dia 20/02,15h;
Diego Raimundo – LIVE
Dia 21/02,11h
Lucas Lepca – LIVE
Dia 27/02,15h
Davi Henn – LIVE
Dia 28/02,11h
Giovanni Caruso (ESCAMBAU) – LIVE
Dia 6/3,15h
Cris Marx Cruz – LIVE
Dia 7/3,11h
Sandra Piola e Bruno Sguissardi (Anacrônica) – LIVE
Dia13/3,15h
Adriano Antunes (Syd Vinícius) – LIVE
Dia14/3,11h
Romann – LIVE
Dia 20/3,15h
Vagner Capone (Javali Banguela) – LIVE
Dia 21/03,11h

SERVIÇO:

MANIFEST – Música Autoral e Novidades Independentes Festival
Quando: entre 20/02 e 21/03
Onde: https://www.facebook.com/manifestmusica
Quanto: Shows gratuitos e online.

PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA, DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA E DO MINISTÉRIO DO TURISMO.

RestaurAÇÃO capacitará mulheres em situação de vulnerabilidade para restaurar o Museu Paranaense


A ONG Unicultura pede apoio para a segunda edição do projeto RestaurAção, que está buscando viabilidade por meio de financiamento coletivo no site https://benfeitoria.com/restauracao.  

A proposta do projeto é restaurar as pinturas parietais em salas do Museu Paranaense, no Palácio São Francisco, em Curitiba. Para realizar o trabalho, oito mulheres refugiadas e vítimas de violência doméstica aprenderão as técnicas do restauro com a artista e restauradora Tatiana Zanelatto. Em 2019, o RestaurAÇÃO aconteceu no Museu Alfredo Andersen e formou oito mulheres indicadas pela Casa da Mulher Brasileira em Curitiba.


O financiamento coletivo arcará com todos os custos do restauro e proporcionará ainda bolsa auxílio, orientação profissional, acompanhamento psicológico, alimentação e transporte para as participantes. O projeto foi selecionado pelo “Edital Matchfunding BNDES+”, que impulsiona ações de legado para o patrimônio histórico. Nesta modalidade, a cada real arrecadado na campanha de financiamento coletivo, o BNDES entra com mais dois reais, triplicando os recursos.


Para que se torne realidade é preciso que a meta financeira seja alcançada até o próximo dia 16 de março –caso contrário, o banco não faz o aporte e o dinheiro é devolvido a cada doador.


As doações partem de 20 reais e cada valor dá direito a uma recompensa – como bottons, ecobags, pôsteres e camisetas. 


Importância Histórica - O Museu Paranaense, que neste ano completa 145 anos, é o terceiro museu mais antigo do Brasil, e atualmente desenvolve extensa pesquisa nas áreas da Arqueologia, Antropologia e História. O reconhecimento da importância de sua sede, se deve ao fato de que além de abrigar um vasto acervo histórico, localiza-se no icônico Palácio São Francisco, construção de estilo eclético executada entre 1928 e 1929, que foi sede do Governo do Estado entre 1938 e 1953. 


“O projeto tem o propósito de despertar ações de resgate, seja material ou imaterial, e busca por meio do restauro do patrimônio histórico promover ações de capacitação e orientação de pessoas em situação de vulnerabilidade social”, lembra Ricardo Trento, da Unicultura.


SERVIÇO

Para doar, acesse:  https://benfeitoria.com/restauracao


terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Websérie revela segredos e curiosidades das aves amazônicas


Cantos da Amazônia estreia nesta quarta-feira (3) com transmissão de debate nas redes sociais e no YouTube

Uma série de filmes curtos, Cantos da Amazônia faz um passeio pela natureza da floresta, conduzido sob a ótica da observação de aves. O projeto nasceu da amizade entre um ornitólogo e um fotógrafo de natureza. Mario Cohn-Haft e Marcos Amend compartilham, além da floresta no entorno de suas casas em Manaus (AM), a vontade de divulgar a diversidade, o comportamento e a interação das aves com o ambiente amazônico. Do recôndito mais remoto da floresta aos ambientes urbanos, diversas espécies são apresentadas ao longo dos episódios.

O lançamento acontece nesta quarta-feira, dia 3, e terá um bate-papo conduzido pela jornalista e apresentadora Aline Midlej com a equipe que criou os documentários. A transmissão ocorre no canal Avistar do YouTube e nas redes sociais (os canais estão nos links www.lintr.ee/avistar ou www.linktr.ee/cantosdaamazonia).

A websérie tem produção e direção da documentarista Carolina Fernandes. Ela explica que o clima descontraído e a linguagem simples tornam os documentários ainda mais complexos. 

Os cinco primeiros episódios websérie foram produzidos com recursos da Lei Aldir Blanc, através de edital da Manauscult. O canal Cantos da Amazônia do YouTube vai publicar novos conteúdos quinzenalmente e sempre irá contar com um bate-papo virtual com a equipe a cada estreia.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Prêmio New Holland de Fotojornalismo valoriza a força da mulher no campo

ANNA CAROLINA NEGRI PINTO DE SOUZA

As inscrições para a 14ª edição do Prêmio New Holland de Fotojornalismo, uma das premiações de fotografia mais importantes da América do Sul, foram prorrogadas até 28 de fevereiro. No total, incluindo as categorias “Aficionado” e “Profissional”, os prêmios somam R$ 40 mil. Cada participante pode inscrever até 10 imagens e as inscrições são totalmente gratuitas. Elas podem ser feitas pelo site www.premionewholland.com, bastando para isso acessar o menu “Inscreva-se”. O regulamento do prêmio também está disponível no site.

Este ano, o tema do concurso será “Agricultura substantivo feminino” e elegerá as melhores imagens relativas à vida no campo, à cultura da terra e às atividades agrícolas registradas na América do Sul. Serão selecionadas e premiadas as fotografias que valorizam essa realidade e que tiverem melhor enquadramento, beleza estética, contextualização e originalidade.

Categorias

Os trabalhos profissionais concorrerão ao “Grande Prêmio”, no valor de R$ 15 mil, no qual o júri escolherá a melhor fotografia da vida no campo em regiões agrícolas da América do Sul, produzidas para veículos impressos ou on-line nos países participantes, publicadas ou não.

Também haverá o “Prêmio Especial: Máquinas”, também no valor de R$ 15 mil, para a melhor imagem que registre máquinas em operação no campo, na América do Sul, entre todas as imagens inscritas por fotógrafos profissionais. Poderão ser inscritas fotos com produtos e equipamentos do segmento de construção, desde que registradas em atividades agrícolas.

A categoria “Aficionados” também concorrerá ao “Grande Prêmio” e ao “Prêmio Especial: Máquinas”, porém com valor de premiação de R$ 5 mil para cada imagem vencedora. Ao todo o Prêmio New Holland selecionará, além das quatro fotos vencedoras, outras 26 imagens para compor uma exposição itinerante.

Histórico

Em 14 anos de história cerca de 25 mil imagens já foram inscritas no Prêmio New Holland de Fotojornalismo. A organização do evento realizou em torno de 60 workshops e 200 exposições em 115 cidades de cinco países – totalizando um público de 510 mil pessoas –, além de duas lives exclusivas realizadas no ano passado em substituição às tradicionais oficinas. O Prêmio é uma realização da Mano a Mano Produções, apoiado pela Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial da Cultura e patrocinado pela New Holland Agriculture e pelo Banco CNH Industrial.


Serviço:
Inscrições para o 14º Prêmio New Holland de Fotojornalismo
Acesse www.premionewholland.com e preencha a Ficha de Inscrição disponível no link “Inscreva-se”. As inscrições são gratuitas.
Cada participante poderá inscrever até 10 fotos.
O prazo se encerra no dia 28 de fevereiro.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Jornalista Eduardo Aguiar lança e-book sobre a Revolta da Vacina


Publicação gratuita reúne cartuns e reportagens de jornais de 1904 sobre o marcante episódio

A situação do combate ao Covid-19 no Brasil e a inabilidade do poder público em relação à imunização da população, agravados pelo negacionismo, trazem comparações inevitáveis com a Revolta da Vacina de 1904, quando Oswaldo Cruz tentaria pôr fim a um surto de varíola inoculando toda a população. 

Para chegar o mais próximo possível dessa realidade, o jornalista Eduardo Aguiar consultou na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional mais de 300 edições de nove diferentes títulos de jornais que circulavam na capital federal em 1904, além de outras fontes, como a Casa de Oswaldo Cruz. O resultado é uma seleção de 60 cartuns, acompanhados de reportagens e declarações, compilados no e-book “A Revolta da Vacina e o Negacionismo dos Positivistas” que revela os bastidores políticos e ajuda a entender um pouco mais do contexto social que levou à famosa passagem da história brasileira.

O jornalista conta que a ideia da publicação surgiu a partir de seu hobby de investigar documentos e reportagens antigas em hemerotecas e bibliotecas pelo mundo.

“Comecei a pesquisa por pura curiosidade, quando me dei conta estava maratonando pelos jornais da capital federal da época. Acabei por sentir o frescor das notícias, o calor dos bate-bocas, o pavor espalhado pelas ruas da cidade em meio ao caos, me coloquei na pele de um cidadão carioca do começo do Séc. XX”, revela Eduardo.


Sobre o autor

Eduardo Aguiar é curitibano, jornalista e fã de história e pesquisa. Trabalhou nos jornais Indústria & Comércio e Gazeta do Povo, onde foi chefe de Redação, passou por várias editorias e trabalhou no planejamento de grandes coberturas. Atualmente coordena a comunicação da Secretaria de Fazenda do Estado do Paraná. Em 2016, fundou a Zelig, criadora de conteúdos. Realizou a pesquisa histórica para o livro “Cem Anos de um hospital de crianças”, sobre o centenário do Hospital Pequeno Príncipe, lançado em 2020. Este é seu primeiro e-book.

Serviço

“A Revolta da Vacina e o Negacionismo dos Positivistas
E-book gratuito
112 páginas
Disponível em http://zelig.digital

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Hospedaria reinaugura na praia de Caieiras em Guaratuba

Pé na areia, vista para o mar e tendo a Mata Atlântica como pano de fundo. É neste cenário que a hospedaria Passaúna Guest House reabriu as portas, na Praia de Caieiras, em Guaratuba.

Após passar por uma reforma, reinaugurou com novos ambientes e ampliação no número de suítes – agora são seis, com uma capacidade total de 20 pessoas, número que representa 50% da lotação original, conforme as medidas preventivas para a Covid-19.

A piscina, localizada na parte da frente do imóvel, continua sendo um dos destaques. A casa ganhou, contudo, um novo mirante e nova ambientação da área comum, com direito a sala de estar aconchegante e mesa de sinuca. 

Com uma atmosfera de hospedaria, a Guest House fica na beira da Praia de Caieiras. O cliente gasta poucos minutos para chegar até o mar caminhando. Todas as suítes e quartos contam com ar-condicionado, frigobar e televisão. O café da manhã caseiro faz parte das diárias, que variam entre R$ 100 e R$ 140 por pessoa (suíte). Há ainda a possibilidade de locar a casa toda para uma só família ou grupo.

Praia de Caieiras
Caieiras é um oásis de tranquilidade mesmo durante a temporada de verão. Com ares de vilarejo, fica entre o mar e a exuberância da Mata Atlântica que cerca a entrada da Baía de Guaratuba. O cenário convida tanto ao relax despreocupado, como opções de lazer como trilhas e mergulhos no mar.

Passaúna Guest House Hospedaria
Rua Projetada A, número 12 - Guaratuba, Paraná
Reservas: (41) 99134-3044
Instagram: @passaunaguesthouse

Mais Cor, Mais Vida mobiliza empresárias na revitalização de escola

Beth, Kátia e Ana

A produtora cultural Beth Capponi está mobilizando empresárias de Curitiba a colaborarem com a revitalização da Escola Estadual Professora Maria Balbina, no bairro do Tarumã. A iniciativa é mais uma ação do Mais Cor, Mais Vida, projeto viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura da Prefeitura Municipal de Curitiba e Fundação Cultural com incentivo da Celepar e Ademilar Consórcio de Imóveis.

Na última semana, a Moca Arquitetura, das arquitetas Katia Azevedo e Ana Sirkoski doou para a escola os projetos arquitetônicos da nova biblioteca, sala de artes e sala de empreendedorismo. A construção dos novos espaços será viabilizada por meio de financiamento coletivo a ser lançado em breve. 


Ação socioambiental e voluntariado 

Durante o mês de janeiro, a segunda edição do Mais Cor, Mais Vida realizou uma série de  intervenções na Escola Estadual Professora Balbina, vítima de um incêndio criminoso em 2017. 

Na primeira semana, as edificações internas ganharam cores com os grafittis de Marciel Conrado, as artes-muralistas de Yvy Capponi e Douglas Reder e o abraço de alunos, professores e funcionários da escola com os lambe-lambes de Estevan Reder. Nesta ação colaboraram como voluntárias as sócias do Estúdio de Arte e Design Hardecore, Heloise Sabatella e Giovana Zardo.

O projeto entregou a pintura do muro externo realizada por artistas convidados, com a retomada da horta em parceria local e uma extensa programação de oficinas artísticas on-line para alunos, professores e o público em geral.


Em outra parceria realizada por Beth, o Mais Cor, Mais Vida se aliou ao Instituto Biológico do Meio Ambiente - BIOMA para fazer a coleta seletiva e o destino apropriado para as embalagens de tinta e lixo gerados pela ação. Como compensação ao impacto ambiental causado pelos resíduos, o BIOMA também fornecerá mudas para o plantio de duzentas árvores frutíferas. 

Para saber mais sobre o projeto visite:

http://maiscormaisvida.com

facebook.com/artemaiscormaisvida

instagram.com/maiscor.maisvida 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

José Saraiva é finalista no prêmio Off Flip 2021


Com textos inéditos, o escritor, jornalista, músico e advogado José Alexandre Saraiva é finalista nas três categorias do Prêmio Off Flip 2021, Poesia, Conto e Crônica. Autor do livro
“De Labiata a Lagoa da Canoa passando por Tacaratu, via Quipapá ou Caruaru”, Saraiva tem histórico em concursos literários. Em 2020, foi finalista do Conto Brasil, do concurso Parem as Máquinas do Off Flip em três categorias e do Prêmio Internacional de Literatura Cidade Conselheiro Lafayette (MG). Em 2019, De Labiata a Lagoa foi finalista do prêmio da Biblioteca Nacional na categoria Ensaio Literário.

Saraiva lembra que nas três categorias selecionado como finalista, nenhum de seus personagens é de natureza humana. “A natureza, duas rolinhas e um filhote criado com excesso de zelo, um tico-tico e a flor do mandacaru, típica do Nordeste, estão no centro do conto, da crônica e do poema” 

O prêmio - O Prêmio Off Flip dá visibilidade a novos autores de talento, incentiva a criação de literatura em língua portuguesa e proporciona a participação dos vencedores na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), prevista para acontecer em julho de 2021.

Os vencedores serão contemplados com prêmios em dinheiro e cotas de livros. Todos os finalistas serão avaliados por uma curadoria especial e seus textos publicados numa obra, em formato de coletânea, com o selo da Off Flip. Os autores vencedores serão anunciados em março.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Araucarilândia – 90 anos de uma obra fundamental



No dia 29 de janeiro, acontece o lançamento on-line da reimpressão da histórica obra “Araucarilândia”.  Nesta data, está programada a exibição via Youtube do “Concerto às Araucárias”, às 20h e a veiculação da versão digital do livro, com acesso a deficientes visuais. O público também pode conferir, desde já,  nas redes sociais do projeto a série de vídeo-oficinas “Plantão: Planta, Plantinha”. Todo o conteúdo está reunido no site www.araucarilandia.com.br

Araucarilândia é um projeto que publica, pela segunda vez, a edição fac-similar do livro de autoria do explorador e pesquisador autodidata Frederico Carlos Hoehne. A obra foi publicada originalmente em 1930, a partir de uma expedição que partiu de São Paulo e, de trem, passou pelo Paraná e Santa Catarina, observando a beleza das matas e também sua acelerada depredação, com especial destaque às araucárias, protagonistas de seu livro.

Considerada obra rara, Araucarilândia recebeu a primeira impressão em 2014, a partir de projeto do ambientalista curitibano José Álvaro Carneiro - atualmente diretor corporativo do Complexo Pequeno Príncipe. Em menos de um ano, esta edição já estava esgotada e, diante de sua atualidade e da urgência das questões que aponta, Carneiro coordena mais uma vez um projeto de reimpressão. 

No ano em que a primeira edição da obra completa 90 anos, José Álvaro lembra que já no final da década de 1920, Hoehne percebia a profunda inter-relação entre natureza e sociedade, sustentando a ideia de que salvaguardar as florestas significava garantir o futuro. E que, de forma precursora, defendia a preservação ambiental como um direito das gerações futuras. 


Versão on-line, música e oficinas

A nova edição conta com algumas preciosidades que colocam em diálogo o passado e o presente da Floresta Ombófila Mista, carinhosamente denominada por Hoehne: Araucarilândia. Nela, um caderno suplementar com textos de Clóvis Borges, João Paulo Capoabianco e José Álvaro Carneiro, chama a atenção para os caminhos percorridos pelo ambientalismo brasileiro até aqui, e para as potencialidades e desafios a enfrentar hoje. O caderno traz também fotografias de Zig Kock, que em tempos do necessário isolamento social imposto pela pandemia de COVID-19, permitem que o público realize uma viagem pelos vestígios remanescentes desta paisagem. O livro físico e o caderno suplementar terão distribuição gratuita para instituições públicas de ensino, bibliotecas e afins. O público em geral poderá fazer download da versão digital no site do projeto.

Além disso, como forma de estimular os sentidos e sensibilizar para a importância desta reflexão, o projeto realizou o “Concerto às Araucárias”, gravado em vídeo e disponibilizado gratuitamente on-line. Com direção do cineasta Luciano Coelho, a artista Ana Rosa Tezza conduz o leitor, introduzindo as peças do compositor João Pedro Teixeira, executadas por ele e pelo Quarteto das Moiras. 

Como “cereja do bolo” ou como uma “camapu do bolo” o projeto produziu uma série inédita de vídeo-oficinas, já disponível no Facebook e Youtube do projeto. O Plantão: Planta, Plantinha traz, de forma lúdica e leve, o conhecimento tradicional e também científico acerca das PANC – Plantas Alimentícias Não Convencionais. Guiado pelo Mago Jardineiro, o público fica fascinado ao conhecer e reconhecer uma série de plantas comestíveis, muitas vezes vistas como “mato” e que fazem parte, na verdade, da diversidade ambiental brasileira e da indissociável relação entre natureza e cultura.

As oficinas e concerto também estarão disponíveis, via televisores internos, para os pacientes do Hospital Pequeno Príncipe, seus familiares e colaboradores da instituição, contribuindo fundamentalmente para a descentralização do acesso à arte e a cultura.

O projeto Araucarilândia – 90 Anos de uma Obra Fundamental foi viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério do Turismo, e conta com patrocínio de Care plus, Qualirede, Demóbile, Metisa, Agroplan, Merco, Linea Verde, Stampa Foods, GV2C Consulting, AmannGirrbach Brasil.


SERVIÇO:

Araucarilândia – 90 anos de uma obra fundamental
Lançamento online do livro e concerto dia 29 de janeiro de 2020
Concerto às Araucárias, às 20h, via Youtube:
https://www.youtube.com/channel/UCyX0hh0fzJC0F_HwfmGfarA



terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Festival de Culturas Tradicionais terá apresentações e oficinas on-line gratuitas


A riqueza cultural de diferentes etnias e manifestações artísticas do Paraná será reunida na internet, em janeiro e fevereiro, com a realização do Festival de Culturas Tradicionais. Adotando o formato on-line por conta da pandemia, o evento será 100% digital, com realização entre os dias 26 de janeiro a 28 de fevereiro. Grupos folclóricos, artesãos e mestres da tradição popular vão participar de seis apresentações, três rodas de conversa e dez oficinas transmitidas pela internet, gratuitamente. As inscrições para participar das oficinas e assistir as apresentações já estão disponíveis na página:
https://www.sympla.com.br/festivaldeculturastradicionais

As atrações confirmadas apresentam um pouco da diversidade de culturas que enriquecem a identidade paranaense e brasileira. O fandango, por exemplo, estará representado com os grupos Fandanguará e Mandicuera. Representando tradições milenares, o grupo Wakaba Taikô apresentará as batidas contagiantes dos tambores japoneses. O grupo Força da Capoeira, por sua vez, expressará as raízes africanas no Brasil.


Wakaba Taiko -Foto: Daniel Castellano

As crianças também vão se divertir com uma programação especial para elas, que conta com o Boi de Mamão, a alegria contagiante do Circo Zanchettini e oficinas que ensinam jogos, brinquedos e atividades para fazer em casa ou na escola.

As 10 oficinas do evento trazem conteúdo diversificado para pais e filhos, professores, e público em geral. O mestre Itaercio Rocha ministrará oficinas que ensinam a fazer o Boi de Mamão e um coração de Conguinho para dançar com estas músicas, Nello Romanov ensina a fazer uma Coroa para desfilar no Carnaval e em festas populares, Cecília Holtman apresenta a arte dos recortes em papel do Wycinanki, tradição polonesa, Yurie Handa ensina a fazer origamis, entre outras aulas online que abordarão desde aulas de castanholas até jogos de tabuleiros das culturas indígenas e africanas.

O evento é organizado pela Olaria Projetos de Arte e Educação, e tem Lia Marchi como curadora e LM Stein como produtor. 

Festival de Culturas Tradicionais – Edição Online
Inscrições gratuitas na página: https://www.sympla.com.br/festivaldeculturastradicionais
De 26 de janeiro a 28 de fevereiro de 2021

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Fernando Velloso e Yutaka Toyota na reabertura do MON

O Museu Oscar Niemeyer (MON) reabriu ao público no último sábado (9/1) com a inauguração de duas exposições inéditas: “Yutaka Toyota – O Ritmo do Espaço” e “Fernando Velloso por ele mesmo”.

A exposição “Fernando Velloso por ele mesmo” é uma homenagem do MON aos 90 anos de vida do artista curitibano, que segue na ativa. A mostra, com curadoria de Maria José Justino e Fernando Bini, está aberta para visitação na Sala 1 do MON.

O público poderá contemplar seu primeiro trabalho premiado no tempo da Escola de Belas Artes, a produção influenciada por sua passagem por Paris, onde estudou com um dos maiores mestres do Cubismo, passando pelo despontar do apelo irresistível do Abstracionismo e a prolífica produção até as obras mais recentes.

Com mais de 70 anos de vida dedicados à arte, Fernando Velloso enriquece o acervo do MON com quatro obras de sua autoria. São elas: “Grande Composição em Azul”, “Evocação de Elementos Simbólicos”, “Totem da Floresta” e “Partida em Busca do Imaginário”.

O próprio artista define sua pintura como “uma escada”, explicando que cada nova obra tem uma referência da anterior. “Uma vida talvez seja pouco para fazer um bom quadro, de modo que não se pode ficar pulando de um galho a outro. O artista precisa manter a coerência até o fim da vida, principalmente porque de um momento em diante já não tem mais espírito para aventuras perigosas”, afirma Velloso.

Desde muito cedo, Fernando Velloso teve afinidade com o desenho. Essa aptidão levou-o a se matricular na primeira turma de pintura, em 1948, da Escola de Música e Belas Artes do Paraná, onde teve aulas com o artista italiano Guido Viaro. Formou-se também em Direito na Universidade Federal do Paraná, em 1955.

Em Paris, estudou na academia do renomado artista e teórico cubista André Lhote, com quem aperfeiçoou seu processo de estudo e trabalho. Após passar pelo Expressionismo de Guido Viaro e pelo Pós-Cubismo de André Lhote, Velloso ficou encantado pela matéria e pela cor, características da Abstração. E são essas as marcas principais de suas obras. Na década de 1980, Velloso foi além: passou da reprodução da textura, criada até então pelo excesso de tinta, para o uso da renda, por exemplo.

A contribuição de Fernando Velloso para a arte e a cultura paranaense não se limitou à sua produção artística. Participou ativamente de comissões organizadoras em salões de arte e mostras coletivas e foi um dos protagonistas do Movimento de Renovação, que culminou com o Salão dos Pré-Julgados, realizado em decorrência do 14° Salão Paranaense, em 1957.

Ao voltar da França, em 1961, ele passou a atuar como gestor em órgãos culturais do Estado e do município. Um destaque foi a criação e coordenação do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC).

Yutaka Toyota

A premiada exposição “Yutaka Toyota – O Ritmo do Espaço” está na Sala 4 do MON. Escultor, pintor, desenhista, gravador e cenógrafo, o artista é também um dos pioneiros do movimento cinético internacional e da arte interativa.

A exposição, com o patrocínio da VONDER e curadoria de Denise Mattar, apresenta 86 obras, uma instalada na área externa do MON. Embora seja retrospectiva do artista, que completará 90 anos em 2021 e continua em pleno vigor criativo, a mostra não é estruturada de forma rigidamente cronológica. Contempla trabalhos produzidos a partir dos anos 1960 em diversos suportes e recebeu, em 2018, o prêmio de Melhor Retrospectiva do Ano pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).

Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999
Centro Cívico 
Horário de visitação
Terça a domingo, das 10h às 18h
Venda de ingressos e acesso às salas de exposição até 17h30

Ingressos
R$ 20,00 (inteira)
R$ 10,00 (meia-entrada para professores e estudantes com identificação; doadores de sangue; pessoas com deficiência; titulares da ID Jovem; portadores de câncer com documento comprovatório)


sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Escola reconstruída após incêndio recebe ações do Mais Cor, Mais Vida


O ano de 2021 começa com uma ação transformadora no Colégio Estadual Professora Maria Balbina, no bairro do Tarumã. A partir do próximo dia 11, a escola recebe a segunda edição do projeto Mais Cor, Mais Vida. A iniciativa reunirá artistas que farão intervenções de graffiti e lambe-lambe em uma ação social para mudança da arquitetura paisagística das estruturas do colégio.

Viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura da Prefeitura Municipal de Curitiba e Fundação Cultural com incentivo da Celepar e Ademilar, o Mais Cor, Mais Vida também promoverá uma série de oficinas on-line nas áreas de fotografia, dança, arte brasileira, experimentação musical, desenho livre, graffiti e introdução ao audiovisual. As atividades são gratuitas e estarão disponíveis, em um primeiro momento, para alunos e professores do colégio e depois para o público em geral no site http://maiscormaisvida.com.  

Para a idealizadora do projeto, a produtora cultural Beth Capponi, a ação educativa pretende ampliar o repertório cultural das pessoas por meio das oficinas de arte voltadas para a comunidade/escola e professores, juntamente com a curadoria, artistas e organizadores. “Queremos aprofundar o conhecimento nas áreas ofertadas e criar um debate enriquecedor em que o tema central seja a arte brasileira”, lembra Beth.

Do incêndio à transformação

A passagem mais triste do Colégio Estadual Professora Maria Balbina, desde sua fundação em 1981, aconteceu num domingo, dia 12 de março de 2017. Um incêndio criminoso deixou mais de 500 alunos sem aula. O fogo destruiu todo prédio administrativo, local da guarda de toda documentação escolar, dos materiais e recursos didático-pedagógicos e da biblioteca. 

“Foi um ano de muita luta, até que o espaço fosse reconstruído. Porém não deixamos realizar nenhuma das programações definidas no calendário escolar”, conta a professora de artes Maria Alice Fernandes Vieira.

Maria Alice conta que logo após a ocorrência do incêndio ela procurou a produtora Beth Capponi para propor uma ação social e cultural voltada à revitalização do espaço escolar. Como primeira iniciativa foi realizada uma edição do Festival Cirandar e agora o Mais Cor, Mais Vida. 

Para o curador do projeto, Estevan Reder, a ideia central da ação é levar diferentes técnicas artísticas para dentro do colégio. “Nosso objetivo é proporcionar aos alunos, professores e funcionários da escola um contato efetivo com a arte urbana. Acreditamos que com essas ações toda a comunidade envolvida crie um sentimento de pertencimento ao espaço público”, afirma Reder.

Oficinas 

Para concretizar a transformação do espaço, foram convidados artistas com domínio de diferentes técnicas que estarão também ministrando as oficinas: Yvy Capponi – Ilustração, Douglas Reder - Desenho Livre; Marciel Conrado – Graffiti; Vantees – Fotografia e lambe-lambe e os convidados Fabrício Ribeiro e Jackson Vieira - Experimentação Musical, Lucas Delfino - Dança;  Antônio Camargo - Introdução ao audiovisual e Ruy Neto – Arte Brasileira.

O projeto será realizado em três etapas: a pintura dos murais, as oficinas on-line e a participação do convidado Santiago Rueda (Colômbia), doutor em Arte Contemporânea que ministrará uma conversa com a comunidade local de artistas, produtores e curadores no MuMa em data ainda a ser confirmada.  

Serviço:

Mais Cor, Mais Vida

Local: Colégio Estadual Professora Maria Balbina
Endereço: Konrad Adenauer, 668 - Tarumã
Intervenções: a partir de 11 de janeiro

Mais informações em http://maiscormaisvida.com

facebook.com/artemaiscormaisvida

instagram.com/maiscor.maisvida 


terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Moda Brasileira é destaque da última emissão postal do ano

Nesta terça-feira (29), os Correios lançaram o Bloco Especial Série Mercosul: Moda. A última emissão de 2020 demonstra que o tema não se restringe às questões relacionadas a roupas, calçados ou joias, por exemplo. O conceito de moda perpassa, muitas vezes, os valores de uma nação, a descoberta de talentos, a expressão de atitude, comportamento, arte, cultura e estética. É um segmento que tem influência no mercado e na economia, que gera trabalho e renda, movimenta investimentos nas tecnologias têxteis e divulga valores como sustentabilidade, reciclagem, entre outros.

No ano em que o maior evento de moda do Brasil - o São Paulo Fashion Week (SPFW) -, comemora 25 anos, o bloco especial traz três selos com imagens muito representativas para o setor. Um deles tem o registro fotográfico de Nino Muñoz da supermodelo brasileira Gisele Bündchen, ícone mundial da moda.

Outra estampa traz a ilustração do ilustrador de moda Filipe Jardim, que já desenhou para grandes marcas internacionais como Hermès, Tiffany’s, Louis Vuitton e também para grifes nacionais Neon, Amapô, Água de Coco, entre outras.

O terceiro selo destaca a foto de Bob Wolfenson, um dos maiores fotógrafos da América Latina.

A arte da emissão foi finalizada em quadricromia e impressão offset, com tiragem de 30 mil blocos, e cada um dos três selo tem valor de 1º Porte da Carta (R$ 2,05).

As peças podem ser adquiridas na loja virtual e, a partir de janeiro de 2021, estarão disponíveis nas principais agências dos Correios do país.