segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Bloco B.I.S.C.A.T.E.S sai no próximo domingo (dia 1º) nas Ruínas de São Francisco

Criado em 2019, o bloco B.I.S.C.A.T.E.S  nasceu da vontade de artistas e técnicos de teatro de Curitiba em ocupar as ruas da cidade durante o pré-carnaval. A sigla significa Bloco Independente Social e Carnavalesco de Artistas e Técnicos em Espetáculos e Shows. 

Fundado por Kauê Persona, Nina Ribas, Giovana Soar e Fernando Marés, o bloco surgiu de forma despretensiosa, mas logo nas primeiras saídas já procuravam misturar o batuque das tradicionais marchinhas de Carnaval com leitura de poemas.

Este ano o bloco decidiu  inovar e levar uma peça de rua carnavalesca - contando com encenação de textos clássicos de Artur Azevedo que revelam críticas sociais antigas, mas que infelizmente ainda se encaixam muito bem na sociedade de hoje - e a tradicional saída de carnaval - com um repertório bem brasileiro, que mistura marchinhas, MPB e funk.

A saída do bloco está programada para acontecer no próximo domingo, dia 1º de fevereiro, com concentração às 15h, nas Ruínas de São Francisco, no Centro Histórico da cidade. O B.I.S.C.A.T.E.S promete uma saída animada, contando com cerca de 50 artistas compondo o elenco e a bateria, além dos figurinos e perucas extravagantes.

Arquitetura impulsiona valorização imobiliária no Centro de Curitiba

Fotomontagem

Projeto da Baggio Schiavon Arquitetura para o AYA Carlos de Carvalho propõe integração com o entorno e ativações no térreo, ampliando vitalidade e atratividade da região central

O Centro de Curitiba volta a ocupar um lugar estratégico no debate urbano e imobiliário. Com iniciativas recentes que reforçam a valorização das áreas centrais como territórios de convivência, mobilidade e negócios, cresce também o olhar do mercado para empreendimentos capazes de acompanhar esse movimento por meio de soluções arquitetônicas que ampliam o valor percebido, a performance comercial e a integração com a cidade.

Neste contexto, a valorização da região central passa também pela forma como os projetos se relacionam com a rua, por meio de gentilezas urbanas e da integração entre espaços públicos e privados. Ao estimular percursos mais convidativos, ampliar a sensação de acolhimento e incentivar o uso ativo do térreo, a arquitetura contribui para fortalecer uma lógica de valor agregado que transcende o imóvel em si a reforça a atratividade do Centro como território de permanência, encontros e novas dinâmicas de ocupação.

“A valorização do Centro passa por devolver ao território aquilo que faz uma cidade ser desejada: vida urbana, conexões e uso qualificado do espaço. A arquitetura tem um papel decisivo nesse processo porque influencia a forma como as pessoas circulam, habitam e se relacionam com o entorno. Quando o mercado imobiliário assume essa responsabilidade com inteligência e sensibilidade urbana, o resultado é um Centro mais ativo, seguro e sustentável, sem abrir mão da sua identidade”, declara o arquiteto Flavio Schiavon, sócio da Baggio Schiavon Arquitetura (BSA).

Na visão do escritório curitibano reconhecido nacionalmente pela atuação no segmento imobiliário, a arquitetura contemporânea deixou de ser apenas um recurso estético para se consolidar como um ativo decisivo no desempenho de um empreendimento. Ao combinar funcionalidade, leitura urbana e inteligência de implantação, o projeto se torna um elemento direto de valorização imobiliária, contribuindo para posicionamento, diferenciação e potencial de atratividade em regiões centrais.

Um exemplo dessa abordagem é o AYA Carlos de Carvalho, empreendimento residencial localizado em um dos eixos mais emblemáticos de Curitiba, conectando o Centro ao Batel. No projeto, a BSA explorou ao máximo o potencial de um terreno de 3.389 m² e as oportunidades de implantação em uma área de múltiplas frentes e fluxos urbanos. “Com três testadas voltadas para importantes ruas da região, nossa intenção foi valorizar cada detalhe para conceber uma torre imponente, de 70 metros de comprimento, voltada para a Rua Visconde de Nácar, na face leste”, afirma o arquiteto Ken Uehara.

A proposta reforça um atributo cada vez mais valorizado na produção imobiliária contemporânea, a capacidade de gerar impacto positivo no entorno imediato. No embasamento, o projeto prevê uma galeria comercial que conecta duas vias centrais, ampliando a circulação de pedestres e contribuindo para uma ocupação mais ativa do térreo, com efeitos diretos na dinâmica urbana. “Esse espaço proporciona mais vida, segurança e integração ao dia a dia, tanto para os moradores quanto para quem circula pelo entorno”, complementa Schiavon.

A fachada, por sua vez, é marcada pelo equilíbrio entre elementos verticais e horizontais e traduz a diversidade das tipologias residenciais, conectando identidade arquitetônica e leitura de produto. A soma dessas decisões reforça a estratégia de valorização do Centro não apenas como endereço, mas como experiência urbana completa, alinhada a uma agenda contemporânea de cidades mais conectadas e atrativas.



quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Olhar de Cinema abre inscrições para a 15ª edição

Em 2025, a abertura do festival aconteceu na Ópera de Arame Foto:Lina-Sumizono

Cineastas podem inscrever seus curtas e longas-metragens no Festival Internacional de Curitiba até o dia 26 de fevereiro

O Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba anunciou que estão abertas as inscrições para a sua 15ª edição. Os interessados em participar de um dos mais importantes eventos dedicados ao cinema independente do Brasil, podem inscrever suas produções até o dia 26 de fevereiro pelo site oficial www.olhardecinema.com.br. Serão aceitos curtas e longas-metragens de todos as tipologias e gêneros, inéditos no Brasil. 

“O Olhar de Cinema segue com o seu compromisso de fortalecer e valorizar a sétima arte independente, por meio de uma curadoria diversa em linguagens, perspectivas e em origens”, comenta Antonio Gonçalves Jr, diretor geral do Olhar de Cinema. 

O Festival Internacional de Curitiba é composto por diferentes mostras, sendo as Mostras Competitivas, divididas entre produções brasileiras e internacionais; a Mostra Exibições Especiais, que destaca o cinema mundial e também filmes brasileiros não inéditos; a Mostra Novos Olhares, dedicada a filmes com diferentes e inventivas propostas estéticas; a Mirada Paranaense, voltada a cineastas paranaenses e filmes feitos no Paraná; Olhar Retrospectivo, que destaca um grande nome do cinema mundial e algumas de suas produções; a Olhares Clássicos, com um panorama de obras que marcaram a história do cinema; a Mostra Pequenos Olhares, com filmes direcionados ao público infantil; além dos longas de Abertura e Encerramento. 

Em 2025, o Olhar de Cinema bateu recorde de público, por mais um ano, reunindo mais de 32 mil pessoas e mais de 120 exibições de curtas e longas-metragens, consolidando o evento como um dos maiores do país. 

Agora, em sua 15ª edição, o Festival Internacional de Curitiba se prepara para celebrar 15 anos de história, com ampliação em sua programação, que vai de 4 a 13 de junho. 

Serviço:
Inscrições 15º Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba
Data: até 26 de fevereiro pelo www.olhardecinema.com.br

15º Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba
Data: 4 a 13 de junho

www.instagram.com/Olhardecinema
Produção: Grafo Audiovisual


 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Sitarista Anoushka Shankar anuncia show em Curitiba


Artista com mais de 30 anos de carreira e 14 indicações ao Grammy, fará sua primeira turnê pelo Brasil no próximo mês de março

O Brasil recebe, pela primeira vez, a aclamada sitarista e compositora Anoushka Shankar, um dos nomes mais influentes da música contemporânea global. Com 14 indicações ao Grammy, trilhas sonoras premiadas e uma carreira que ultrapassa fronteiras culturais, a artista desembarca no país para três apresentações especiais em março de 2026 — em Curitiba (21/03), Porto Alegre (22/03) e São Paulo (25/03). Os ingressos já estão à venda.

A turnê brasileira, encabeçada pela participação de Anoushka no consagrado Curitiba Jazz Sessions, na capital paranaense, marca um momento simbólico da carreira da artista, que celebra três décadas de apresentações desde sua estreia aos 13 anos. Discípula de seu pai, Pandit Ravi Shankar, ela cresceu aprendendo não apenas a tradição transmitida por gerações, mas também a liberdade de improvisação que marcaria sua identidade artística. Anoushka também é irmã da cantora Norah Jones, com quem já colaborou e divide a herança musical de uma das famílias mais importantes da música indiana no cenário global.

Seu currículo inclui conquistas raras: foi a mais jovem e a primeira mulher a receber o British House of Commons Shield; é autora indicada ao Prêmio Ivor Novello; recebeu título honorário da Royal Academy of Music; e tornou-se a primeira musicista indiana a se apresentar ao vivo e atuar como apresentadora no Grammy Awards, além de ser a primeira mulher indiana indicada. Em 2024, recebeu um Doutorado Honorário em Música pela Universidade de Oxford.

Com uma lista extensa de colaborações — de Herbie Hancock, Patti Smith e Sting a Joshua Bell, Arooj Aftab, M.I.A. e Norah Jones — Anoushka se destaca por sua capacidade de romper rótulos e criar pontes culturais. Sua versatilidade foi construída em apresentações que vão de cafés de jazz a festivais para 40 mil pessoas, além das principais salas de concerto do mundo. Seu trabalho mais recente, “Chapter III: We Return to Light”, encerra uma trilogia de mini-álbuns aclamada pela crítica.

Confira os detalhes da turnê de Anoushka Shankar pelo Brasil:
Curitiba — Curitiba Jazz Sessions - 21 de março de 2026
Local: Ópera de Arame
Realização: Planeta Brasil e Goat Entertainment
Ingressos: https://meaple.com.br/curitibajazzsessions/anoushka-shankar-curitiba

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Ópera de Arame recebe a Virada Paradisíaca 2026, maior festa de Réveillon de Curitiba

Foto: Hay Ramos

O ano de 2026 promete começar com as melhores energias se depender da maior festa de Ano Novo de Curitiba, a Virada Paradisíaca. Promovido pelo Paradis Club e pela Brasilidades, o evento ocupa a Ópera de Arame, um dos mais importantes pontos turísticos da cidade e conhecida por sua estrutura imponente e integrada à natureza, contando com gastronomia, open de espumante, drinks e grandes nomes da discotecagem local em um line-up que prestigia diferentes estilos sonoros.

“Preparamos um line-up amplo e que passa por variadas vertentes sonoras, passando pelo pop, o reggaeton, música brasileira, o disco e o hip-hop. O público poderá começar o ano com as energias recarregadas na pista de dança”, comentam Flavia Prieto e Gil Preto, organizadores do evento, que está em sua quarta edição. 

A “Virada Paradisíaca” tem início às 21h, do dia 31 de dezembro. Os ingressos estão disponíveis pelo site  Shotgun com valores a partir de R$200 (meia-entrada/ valor pode variar de acordo com o lote). 

Programação musical - Fazem parte do line-up da “Virada Paradisíaca 2026”: a DJ Mitay, também pesquisadora musical, que leva a cultura negra para dentro e fora das pistas; a DJ Antonini que navega pela hip-hop, funk boogies e o ritmo brazuca, levando o público para uma viagem de grooves e batuques; o DJ Duda Rezende apresentando suas raízes na Black Music e um set repleto de House Music carregadas com Jazz, Soul e Funk; e a DJ Ana Guimarães, que aposta em um repertório eclético e que abraça desde o rock até as vibes nostálgicas dos anos 80, passando ainda pelo pagode e axé.

Experiência gastronômica - Para quem deseja uma experiência ainda mais completa da “Virada Paradisíaca”, há também a opção de serviço de buffet, disponível pelo valor de R$200, além do ingresso, com consumo livre das 21h à 1h. 

A operação será ofertada pelo restaurante do Ópera Arte e na ilha de antepastos, estarão disponíveis chips de batata, caponata de berinjela, cogumelos confit com cebolas, azeitonas pretas e verdes, guacamole, patê de queijos com damasco, pasta de salmão e uma cesta de pães especiais e torradas. Já entre os pratos quentes, fazem parte o Penne ao limone com crispy de bacon, Arroz cremoso de camarão, Risoto de gorgonzola e filé, e Farfalle a’lla norma (vegano à base de berinjela e tomates). O buffet será servido no segundo andar da Ópera de Arame, na área dos camarotes, em formato finger food para ser degustado em pé. 

Acompanhe as novidades da 4ª edição da “Virada Paradisíaca” pode ser conferida redes sociais oficiais: Instagram @paradisclub / @brasilidadess . A classificação é 18 anos. 

Serviço:
Virada Paradisíaca 2026

Data: 31 de dezembro de 2025
Horário: A partir das 21h
Local: Ópera de Arame (R. João Gava, 920 - Abranches)
Ingressos: A partir de R$200 pelo site Shotgun. Também há a opção de Mesas Bistrô (R$1.000 mesa de 2 lugares / R$1.400 mesa de 4 lugares - Esta modalidade dá direito à entrada fura fila e uma garrafa de Chandon)

Jantar: R$200 + valor do ingresso
Realização: Paradis Club e Brasilidades
Redes sociais oficiais: Instagram @paradisclub / @brasilidadess 
Mais informações: (41) 99137-5473 Whats da Virada Paradisíaca 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Feira Me Leva acontece no próximo domingo no Espaço Hype Living



O centro de Curitiba recebe neste domingo (21) mais uma edição da Feira Me Leva, tradicional encontro de brechós e moda autoral que acontece há mais de seis anos na cidade. Desta vez, a feira será realizada em collab com o Espaço Hype Living, sede recém-lançada da Hype Empreendimentos, reunindo moda, cultura, gastronomia e ocupação urbana em um mesmo endereço.

Nesta edição especial, o público poderá conferir mais de 20 expositores, entre brechós, marcas autorais, roupas novas, acessórios, velas, papelaria, produtos artesanais e vinis. A programação inclui ainda música ao vivo, praça de alimentação, food trucks, torneiras de chopp e muito garimpo para quem busca peças únicas e consumo mais responsável.

Serviço
Feira Me Leva — edição especial Hype Living
Data: Domingo, 21 de dezembro
Horário: 10h às 19h
Local: Hype Living — Centro de Curitiba
Endereço: R. André de Barros, 332 — Centro, Curitiba
Estacionamento gratuito

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Cândido resgata a história da Poesia Concreta em edição especial de fim de ano


Estreia da coluna de Fausto Fawcett, entrevista com Geovani Martins e conteúdos extras e  inéditos compõem a publicação

O Cândido 166 lança uma edição especial dupla, dos meses de novembro e dezembro, com mais conteúdos, todos seguindo o padrão do jornal: inéditos e exclusivos. A reportagem de capa, assinada por Francisco Camolezi, resgata a história da Poesia Concreta, movimento que completa 70 anos em 2026. A proposta, encabeçada pelos irmãos Campos, Augusto e Haroldo, com o poeta Décio Pignatari, deu origem à revista literária Noigandres, criada em 1952, e reuniu diversas formas de expressões artísticas além da literatura, como artes visuais e música, consolidando nomes referenciais nestas áreas. Na retranca, Claudio Daniel, poeta, romancista, crítico literário e professor de literatura analisa o recém-lançado livro de Augusto de Campos, Pós-poemas, que integra uma tetralogia formada por três outras obras: Despoesia (1994), Não (2003) e Outro (2015).

Ainda: um artigo relacionando a poesia concretista com a cena musical e cinematográfica da época, tema da reportagem principal, escrito pela repórter do Cândido, Isa Honório, além de uma playlist disponível pelo Spotify, uma novidade desta edição. 

A entrevista é com o escritor carioca Geovani Martins concedida à jornalista Bianca Weiss. Aos 34 anos, o autor de O sol na cabeça (2018), traduzido em dez países e leitura obrigatória do vestibular da UFPR, e Via Ápia (2022), conta ao Cândido sobre seu percurso como escritor, de tentar não ser visto como ”exotizado” e a relação da canção “As Caravanas” de Chico Buarque, e seu conto “Rolezim”.

A estreia da coluna “Crônicas Vertigens” do multiartista Fausto Fawcett é outra novidade desta edição. Com periodicidade bimestral, Fausto explora temas que percorrem literatura, música, pautas sociais, entre outros. Neste número, o colunista escreve sobre a COP 30 - 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima - que ocorreu no Pará, em novembro, com o título “Robocop 30”. 

Na seção de literatura, a editora do jornal, Marianna Camargo, escreve uma pensata sobre os 90 anos de Raduan Nassar e 50 de seu livro Lavoura Arcaica (1975); e a escritora Maria Vitória Rosa publica dois poemas inéditos. A coluna “Orelhas marcadas”, de  Carlitos Marinho, traz os grifos do leitor em formato de crônica em “Código para começar o dia bem”.

Nas artes visuais,  o artista e professor de Artes Visuais Emanuel Monteiro escreve um ensaio crítico sobre o pintor paranaense Miguel Bakun (1909-1963), que trata do senso paisagístico do artista, elemento importante em sua obra. O Cândido reproduz as imagens da série da obra “Pele da Pintura”, do artista Gustavo Magalhães. 

Thaise Severo faz um registro fotográfico da Biblioteca Pública do Paraná, no ensaio “Irrestrito”, com imagens pouco vistas da instituição, e a capa tem inspiração na obra “Procuro-me” (2001), de Lenora de Barros, uma das principais artistas brasileiras, referência dentro do movimento concreto. Diagramada por Iuri de Sá, foi composta por fotos da equipe da redação e colaboradores (as) do jornal Cândido.

Acesse a edição completa em https://www.bpp.pr.gov.br/sites/biblioteca/arquivos_restritos/files/documento/2025-12/C%C3%A2ndido%20166%20-%20Novembro-Dezembro%20de%202025.pdf

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

"Lute Todos os Dias” completa 10 anos com exposição comemorativa


 Mostra traz um recorte de artistas que fizeram parte de calendários com renda revertida para instituições que ajudam mulheres em situação vulnerável.

A galeria Ponto de Fuga recebe na próxima quarta-feira (17/10), a partir das 18h, a abertura da exposição "Mulher Consciente, Luta Permanente", uma mostra comemorativa do projeto “Lute Todos os Dias”, que há 10 anos reúne mulheres artistas para a criação de um calendário com vendas revertidas para projetos sociais.

Idealizadora do projeto, a artista e designer Cris Pagnoncelli conta que desde a criação, o projeto busca dar visibilidade às causas femininas.

"O objetivo sempre foi educar para a igualdade de gênero, dar visibilidade para mais artistas e ampliar essas vozes e expressões", diz.

Ainda, Cris conta que com a escolha de artistas feitas por ela nestes anos, existiu uma variedade de manifestações da arte feminina.

“O Lute sempre olhou de forma abrangente para todas as existências artísticas, por isso temos um recorte com grande variedade de conceitos e pesquisas, que abrangem um recorte racial e interseccional", completa.

Para a exposição, que conta com a curadoria da própria Cris e da curadora Kamila Bach, foram convidadas 14 artistas que transitam por diversas linguagens, como arte digital, bordado, cerâmica, muralismo, lettering e fotografia. Além das obras, também estarão expostas fotos que contam a história das ações feitas a partir dos calendários, como murais e oficinas.


Vale lembrar também, que nos 10 anos de ação, o “Lute Todos os Dias” contou com 117 mulheres voluntárias que anualmente, doaram suas artes ou textos para a feitura dos calendários vendidos de maneira online, ou em feiras e eventos. Participam da mostra, as artistas Ana Matsusaki, Bruna Alcantara, Camila Rosa, Camila Viegas, Claudia Lara, Cyla Costa, DPaula, Edi, Joana Franciosi, Ju Maia, Lucí A Guerra, Pretícia Jerônimo, Patricia Nies e Pri Barbosa, com discotecagem de Selecta Manzana. Agora, a ação se encerra e Cris planeja novos voos. “Para mim, encerramos com uma década e de maneira simbólica, porque se há 10 anos eu queria me conectar e dar mais visibilidade para as mulheres, agora eu encerro para pensar em novas propostas nas quais as mulheres artistas também possam ser remuneradas", fala. “Nós, mulheres, precisamos de autonomia financeira para nossa independência e liberdade, por isso, para futuros projetos, o objetivo vai ser gerar empregos e proporcionar futuros mais saudáveis e justos para quem trabalha com arte", completa. Serviço: Exposição "Mulher Consciente, Luta Permanente" Local: Galeria Ponto de Fuga I R. Saldanha Marinho, 1220 - Centro, Curitiba - PR, 80430-160 Abertura: 17 de dezembro, às 18h. Período expositivo: 17.12 a 17.01 Entrada Gratuita

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Mostra reúne mulheres do audiovisual em dia de pré-estreias e filmes inéditos em Curitiba

Cena de “Elas”, performance autobiográfica dirigida por Juliana Yurk  

A segunda edição da MAP Mostra, realizada pelo coletivo Mulheres do Audiovisual do Paraná (MAP) em parceria com a Agrupa Cultura, acontece no dia 6 de dezembro de 2025, em Curitiba, e reúne filmes dirigidos exclusivamente por realizadoras paranaenses. A programação destaca produções que exploram memória, corpo, ancestralidade, violência, identidade e afetos, reafirmando a força e a diversidade da criação audiovisual feminina no estado.

A curadoria da mostra é assinada por Jaciara Rocha, atriz, preparadora de elenco e também uma das fundadoras do coletivo Mulheres do Audiovisual do Paraná; e pela diretora Larissa Nepomuceno, ambas também presentes na programação com filmes próprios. Para Jaciara, a mostra reafirma o compromisso da MAP em fortalecer redes de criação entre realizadoras no estado. “A mostra é um lugar de encontro e reencontro entre mulheres, um espaço para fomentar produção, troca e criação em um universo do audiovisual que ainda é muito marcado pela presença masculina”, afirma.  

O evento será realizado no espaço Agrupa Cultura, no bairro São Francisco, com abertura às 15h e exibição dos filmes das 15h30 às 17h. A mostra é gratuita e aberta ao público.

PRÉ-ESTREIA
Carne Rasgada
Direção: Gabrielle Windmuller
Duração: 15 min | Documentário

O curta acompanha a memória registrada pela família sobre Dionísia, mulher que dedicou sua vida à comunidade. Em uma prática transmitida ao longo dos anos, ela acolhe quem a procura, oferecendo uma oração com apenas um pedaço de pano, uma agulha e uma linha. A obra revisita essa trajetória afetiva e comunitária a partir de registros íntimos e familiares.

FILMES SELECIONADOS

Primeira Pessoa
Direção: Jaciara Rocha
Duração: 14 min 31 | Ficção
Selecionado para o Festival de Cinema Latino-Americano de Chicago, o filme apresenta Ana, professora universitária e escritora, que vive um momento decisivo de sua vida. Lançando o terceiro livro e envolvida com um ex-aluno 25 anos mais jovem, Ana enfrenta pressões sociais e afetivas enquanto busca priorizar a si mesma para transformar padrões emocionais e retomar sua autonomia.

Apenas um Corpo
Direção: Raiane Rodrigues
Duração: 1 min 47 | Performance autoral
A diretora parte de sua própria vivência como mulher gorda para explorar a redescoberta do corpo como potência política e afetiva. A obra é um manifesto sensível e íntimo sobre aceitar-se, olhar-se com gentileza e reivindicar liberdade corporal.

Emerenciana
Direção: Larissa Nepomuceno
Duração: 11 min 53 | Documentário
O documentário resgata a história de Emerenciana Cardoso Neves, mulher negra e pobre que teve sua identidade apagada ao longo do tempo. A obra celebra sua existência e devolve ao público um nome e uma trajetória que merecem ser reconhecidos.

Elas
Direção: Juliana Yurk
Duração: 14 min 21 | Performance autoral
A obra aborda uma saga familiar marcada por abusos silenciosos, traumas transgeracionais e dores compartilhadas entre mulheres. Através da ancestralidade e da expressão performática, “Elas” propõe um encontro entre feridas e possibilidades de cura. Inspirado em uma história real, trata-se de um filme autobiográfico.

Ciclos
Direção: Saravy
Duração: 15 min 45 | Documentário
Produzido pelo Rause Café (M3) e pela Terceira Margem, o curta acompanha a realidade de pessoas que menstruam e enfrentam desafios para acessar cuidados básicos de higiene menstrual. Com filmagens em uma penitenciária e em fazendas de café do norte pioneiro, o documentário amplia a conscientização sobre desigualdades que atravessam gênero, pobreza e saúde pública no Paraná.


SERVIÇO
2ª MAP Mostra – Mulheres do Audiovisual Paranaense
Data: sábado, 6 de dezembro de 2025
Horário:
15h – Abertura
15h30 às 17h – Exibição dos filmes
Local: Agrupa Cultura – Av. Jaime Reis, 176, São Francisco, Curitiba
Realização: Mulheres do Audiovisual do Paraná (MAP)
Instagram: @mulheresdoaudiovisualpr

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Wonka se despede com Festival de Jazz


Uma das casas noturnas mais icônicas de Curitiba vai fechar suas portas neste fim de ano. O Wonka se prepara para a despedida em grande estilo com um Festival de Jazz que começa nesta quarta-feira, 03 dse dezembro e vai até o dia 20 de dezembro, reunindo alguns dos principais nomes da cena curitibana.

“O festival vem pra terminar o que começou e viveu em jazz”, diz a agitadora cultural Ieda Godoy, proprietária e alma do famoso endereço na Trajano Reis que soube reunir como poucos arte, música e diversão. Ieda, que sempre se envolveu de forma apaixonada com o bar, fazendo questão de estar presente em todos os momentos e de fazer tudo de modo “artesanal”, como ela mesma define, surpreendeu a todos com a notícia do fechamento, mas considera sua missão, e a do Wonka, cumprida. “Sinto como se tivesse encerrado um ciclo”, comenta, sem descartar a ideia de que, encontrando a pessoa certa, ficaria feliz em vender o bar e ver uma nova história surgir ali. 

Programa

O Festival de Jazz do Wonka terá três semanas de programação de quarta a sábado, sempre com dois shows por noite. A abertura será nesta quarta (3/12) com “Clube dos Mil Tons”, trazendo a cantora Cecília Carollo e os músicos Mário Conde, Joel Muller e Davi Corrêa apresentando um repertório em homenagem a Milton Nascimento. No segundo show, Jô Nunes canta Joyce, acompanhada por Vinícius Araújo, Eduardo Lobo, Igor Loureiro e Marcelo Farias.

Nesta primeira semana ainda se apresentam Kátia Drumond e Jean da Rosa, com “Brazuca”, e Denis Mariano Quinteto com uma homenagem a Airto Moreira (quinta, 4/12); Rogéria Holz e Leo Brandão, com um repertório de Gilberto Gil, e Quarteto Hélio Brandão tocando Egberto Gismonti (sexta, 5/12); e no sábado, dia 6, o duo formado por Ana Decker e Glauco Solter, seguido do Quarteto Glauco Solter. 

Ne segunda semana as atrações são Duo Nascente e Mokoia (quarta, 10/12); Luiz Seman e Caio Santos, mais o Boldrini Quarteto tocando Frank Sinatra (quinta, 11/12); Capybara Trio e Marina Giller Trio (sexta, 13/12); e no sábado, dia 14, Paulo Padilha, Vina Lacerda e convidados.

A terceira e última semana de programação traz Thayana Barbosa e Glauco Solter, e ainda Natocaia (quarta, 17/12); Khangüiry e Sotak Comfusion Family (quinta, 18/12); Murilo da Rós e Andréa Gutierrez, mais Jazz Cigano (sexta, 19/12); fechando a programação com Décio Caetano e Emilyn Shayane, Pedro Alfara Project, além de Hélio Brandão, Vinícius Araújo, Ana Decker e convidados (sábado, 20/12).

Diferentes públicos

Ponto de encontro não só dos amantes do jazz, mas também da MPB, dos ritmos caribenhos, da literatura e do cinema, o Wonka com certeza vai deixar saudades na noite curitibana. “Fizemos muita, muita coisa aqui, das mais diversas. São 20 anos de Wonka, com um intervalo e uma última temporada de quatro anos que foi muito intensa. Dos meus bares, o Wonka é o mais longevo e o que mais abraçou diferentes públicos”, lembra Ieda Godoy, que apesar desta despedida, continuará atuante. “É da minha natureza criar, catalisar, envolver, e para isso ainda existirá o Mafalda.”

Saideira

Depois do Festival de Jazz, a casa reabre uma última vez para uma saideira que promete: o tradicional Baile de Natal do Wonka, dia 24 de dezembro, com a banda Beatmacumbia.

Serviço:
Festival de Jazz do Wonka
De 3 a 20 de dezembro, Wonka Bar (Trajano Reis 326)
Abertura da casa: 20h, 1° show 21h, 2° show 23h
Entrada: R$35 / R$20 (estudantes e professores) / R$10 (musicistas)

Baile de Natal do Wonka
Dia 24 de dezembro
Atração: Beatmacumbia
Entrada: R$30 (compra antecipada) / R$40 (no dia)
Reservas: (41) 98821 1953