quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Espetáculo "Três Mulheres Altas" reflete sobre o tempo e o envelhecimento

Foto: Pino Gomes

O espetáculo Três Mulheres Altas, de Edward Albee, faz única apresentação em Curitiba em 26 de outubro, no Teatro Guaíra (Guairão), com Ana Rosa, Helena Ranaldi e Fernanda Nobre no elenco

Escrita por Albee (1928-2016) no início da década de 90, a peça logo se tornou um clássico da dramaturgia contemporânea. Perversamente engraçada, como é a marca do autor, recebeu o Prêmio Pulitzer e ganhou bem-sucedidas montagens pelo mundo, ao trazer o embate de três mulheres em diferentes fases da vida: juventude, maturidade e velhice. 

Dirigida por Fernando Philbert, a nova versão da peça que traz no elenco Ana Rosa, Helena Ranaldi e Fernanda Nobre, tem tradução de Gustavo Pinheiro e produção da WB Entretenimento de Bruna Dornellas e Wesley Telles. O espetáculo é apresentado pela Bradesco Seguros, através da Lei Rouanet.

Em seu quarto ano consecutivo em cartaz, o espetáculo segue colecionando plateias lotadas e reconhecimento por onde passa. Nesse percurso a montagem recebeu indicações a grandes prêmios, como: Cesgranrio, Bibi Ferreira e Cenym.

Em cena, as atrizes interpretam três mulheres, batizadas pelo autor apenas pelas letras A, B e C. A mais velha (Ana Rosa), que já passou dos 90, está doente e embaralha memórias e acontecimentos, enquanto repassa a sua vida para a personagem B (Helena Ranaldi), apresentada como uma espécie de cuidadora ou dama de companhia. A mais jovem, C (Fernanda Nobre), é uma advogada responsável por administrar os bens e recursos da idosa, que não consegue mais lidar com as questões financeiras e burocráticas.

Entre os muitos embates travados pelas três, a grande protagonista do espetáculo é a passagem do tempo e também a forma com que lidamos com o envelhecimento. ‘O texto do Albee nos faz refletir sobre ‘qual é a melhor fase da vida?’, além de questões sobre o olhar da juventude para a velhice, sobre a pessoa de 50 anos que também já acha que sabe tudo e, fundamentalmente, sobre o que nós fazemos com o tempo que nos resta. Apesar dos temas profundos, a peça é uma comédia em que rimos de nós mesmos’, analisa o diretor Fernando Philbert.

A última e até então única encenação do texto no Brasil foi logo após a estreia em Nova York, em 1994. Philbert e as atrizes da atual montagem acreditam que a nova versão traz uma visão atualizada com todas as mudanças comportamentais e políticas que aconteceram no mundo de lá para cá, especialmente nas questões femininas, presentes durante os dois atos da peça. Sexo, casamento, desejo, pressões e machismo são temas que aparecem nos diálogos e comprovam a extrema atualidade do texto de Albee.

A trajetória de um clássico instantâneo

Escrita em 1991 e lançada em 1994, ‘Três Mulheres Altas’ representou uma virada na trajetória de Edward Albee, que recebeu as suas melhores críticas e viu renascer o interesse por sua obra. Aos 60 anos, ele ganhou o terceiro Prêmio Pulitzer, além de dois Tony Awards e uma série de outros troféus em premiações mundo afora.

A peça tem características autobiográficas e foi escrita pouquíssimo tempo depois da morte da mãe adotiva do autor, que teria inspirado a personagem mais velha. Após abandoná-la aos 18 anos, Albee voltou a ter contato com a mãe em seus últimos dias, quando já estava doente de Alzheimer. No entanto, alguns especialistas em sua obra defendem que a peça não pode ser reduzida a este fato.

‘Três Mulheres Altas’ vai além de ser um retrato de sua mãe. O texto traz o olhar mordaz e perverso – por que não dizer cômico – de Albee para a classe média alta americana e toda a sua hipocrisia, ao falar sobre status, sucesso, sexo e abordar a visão preconceituosa da sociedade e as relações que as três mulheres travam com o mundo, sempre atravessadas pelo filtro machista.

‘Três Mulheres Altas’ estreou na Broadway em 1994, no Vineyard Theatre, e no mesmo ano chegou ao West End, em Londres, no Wyndham’s Theatre, além de iniciar uma turnê pelos Estados Unidos com a montagem americana e render versões na Espanha (‘Tres mujeres altas’) e Portugal. Em 2018, o texto foi remontado na Broadway, com direção de Joe Mantello (‘Wicked’, ‘Take me out’, ‘Assassins’) e estrelado por Glenda Jackson, Laurie Metcalf e Alison Pill. No Brasil, a peça foi dirigida por José Possi Neto, em 1995, e recebeu os prêmios APCA e Mambembe de Melhor Espetáculo.

Serviço

Espetáculo: Três Mulheres Altas, de Edward Albee
Elenco: Ana Rosa, Helena Ranaldi e Fernanda Nobre
Direção: Fernando Philbert
Tradução: Gustavo Pinheiro
Produção: WB Entretenimento
Apresentação: Bradesco Seguros, por meio da Lei Rouanet

Data: 26 de outubro de 2025 (domingo)
Horário: 21h
Local: Teatro Guaíra – Guairão (Rua XV de Novembro, 971 – Centro, Curitiba – PR)
Ingressos: À venda na bilheteria do teatro e pela plataforma Disk Ingressos
https://www.diskingressos.com.br/event/874
Classificação indicativa: 14 anos

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Banda californiana Groundation se apresenta em Curitiba nesta quinta (11)


Lendário grupo estadunidense retorna ao Brasil com sua fusão de reggae roots, jazz e dub em uma celebração da resistência sonora que será realizada na icônica Ópera de Arame

Nesta quinta-feira, dia 11 de setembro, a lendária banda estadunidense Groundation desembarca em Curitiba para uma apresentação única da turnê “Candle Burning”, na icônica Ópera de Arame. Com sua mistura inconfundível de reggae roots jamaicano, jazz, dub e blues, o grupo promete uma experiência musical transcendental marcada por grooves orgânicos e misticismo sonoro.

Criada em 1998 na Califórnia, nos Estados Unidos, a Groundation é uma das maiores representantes do reggae progressivo no mundo. Seu som sofisticado e suas letras engajadas conquistam públicos em diversos continentes e trazem um estudo aprofundado sobre a convergência sonora de estilos que se comunicam não apenas pelo som, mas também por seus ideais, revelando a força cultural e política de ritmos historicamente ligados à resistência e à identidade negra.

O nome da banda tem origem na palavra “Grounation”, que é uma data sagrada para os Rastafaris, celebrada em 21 de abril. Essa data marca a histórica visita do imperador etíope Haile Selassie I à Jamaica, em 1966 — um momento de profundo impacto espiritual para a comunidade rastafari, que passou a considerá-lo uma figura divina. “Grounation” simboliza enraizamento, resistência e conexão com a terra e os ancestrais africanos, valores que atravessam toda a trajetória da banda e dão base à sua sonoridade e mensagem. Os ingressos estão disponíveis via plataforma Meaple (www.meaple.com.br).

Ao longo de quase três décadas de história, a banda construiu uma discografia respeitada, com álbuns que marcaram gerações: “Hebron Gate”, “Each One Teach One”, “We Free Again”, “Building an Ark” e “One Rock”. O sucesso global da Groundation é representado por apresentações em mais de 45 países, espalhando sua mensagem e som com virtuosismo e autenticidade por alguns dos palcos e festivais mais importantes do mundo. 

Em seu mais novo trabalho, “Candle Burning”, a Groundation aprofunda ainda mais a essência jazzística e espiritual que consagrou a banda, ao mesmo tempo em que explora novas paisagens sonoras e líricas. O disco é um chamado à fé, ao amor e à esperança em tempos conturbados, e traz participações emblemáticas de nomes como Alpha Blondy, Mykal Rose (Black Uhuru), Mutabaruka e Thomas Mapfumo.

Ao vivo, a Groundation é sinônimo de entrega, improvisação e comunhão, oferecendo shows que são experiências coletivas de transformação. O público é convidado a mergulhar em uma atmosfera densa e vibrante, guiada por instrumentos de sopro, linhas de baixo marcantes e mensagens de libertação, justiça social e reconexão espiritual.

Para mais informações, acesse os perfis oficiais no Instagram das produtoras responsáveis pela passagem da turnê da Groundation pela capital paranaense: Planeta Brasil Entretenimento - @planetabrasilentretenimento e Seven Experience - @seven.exp.

terça-feira, 9 de setembro de 2025

A linha do tempo de Cleverson Oliveira


Mostra no Memorial de Curitiba resume, a partir desta sexta-feira (12/9), os 33 anos de trajetória de um dos principais artistas plásticos da atualidade

A trajetória profissional e a vida pessoal do artista plástico Cleverson Oliveira estão profundamente conectadas a cenas culturais vibrantes, como a de Curitiba, sua cidade natal, e a de Nova York, onde viveu por mais de uma década. Mas sua obra também carrega uma relação muito forte com a natureza, desde a paisagem da região onde mora atualmente, em Piraquara, até as memórias de suas viagens solitárias pela América Latina, explorando montanhas e matas.

Agora, um panorama geral do seu trabalho em mais de três décadas pode ser conhecido a partir desta sexta-feira (12/9) no Memorial de Curitiba, na mostra “Timeline”, que conta um pouco da trajetória do autor por meio de gravuras, desenhos e fotografias – alguns deles inéditos, com curadoria de Jhon Voese. “Em 2025 faz 33 anos do meu ingresso na gravura, que é a cozinha das artes visuais e que para mim sempre foi um substrato para pensar técnicas e maneiras de desenvolver uma obra de arte”, diz.

Outra importante conexão retratada na exposição, que ficará em cartaz até novembro, é a relação de Cleverson com o Solar do Barão, desde o início de sua relação com as artes, nos anos 1990s, até seus trabalhos mais recentes. “Frequento os ateliês do Solar do Barão desde 1991, já expus lá algumas vezes. E passei os últimos três meses lá trabalhando no desenvolvimento de litogravuras que mostram o gesto ancestral de empilhar pedras, que remontam a caminhadas isoladas que fiz pela Patagônia argentina”. 

A mostra traz uma raridade, um estêncil em acetato usado para alguns trabalhos no início de sua carreira, cuja imagem coincidentemente remete a uma fase mais atual, na qual as telas se assemelham a fotografias de janelas molhadas por gotas de chuva – a série “Além da Superfície”, que se tornou o trabalho mais conhecido de Cléverson.

Mais que uma retrospectiva, a mostra propõe um mergulho nas lembranças como matéria-prima para a criação de Cleverson.

TRAJETÓRIA - Cleverson Oliveira nasceu e se criou em Curitiba e morou em Nova York de 1996 a 2008, período em que estudou História da Arte na New York University e se envolveu com a cena artística local – fez parte do coletivo B’N’S Sessions, que reunia criativos em torno de experimentações multidisciplinares. Sua obra Clevelandia 2002, uma série de fotografias digitais que exploram o jogo de sombras, foi destaque no The New York Times. 

Cleverson já expôs em diversas cidades ao redor do mundo, incluindo Nova York, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Seul e Doha. 

Ele também colaborou com artistas como Vik Muniz, conhecido por suas obras que utilizam materiais inusitados, Marina Abramovic e Kika von Kluck, figura importante da cena artística curitibana. Essas parcerias reforçam seu papel como um artista que transita entre o local e o global, conectando diferentes linguagens e contextos culturais.

SERVIÇO: Timeline - Cleverson Oliveira - 33 anos da trajetória em obras do artista, gravuras, desenhos e fotografias

Início:12 de Set de 2025, às 18:00

Fim:16 de Nov de 2025, às 15:00

Local: Centro Cultural Memorial de Curitiba - Salão Paranaguá | Rua Doutor Claudino dos Santos, 79


segunda-feira, 8 de setembro de 2025

De Veneza a Curitiba: “AQUI ONDE ESTOU” promove conversa sobre colecionismo na SOMA

Foto: Analize Nicolini

Exposição entra na reta final com encontro conduzido pela curadora Analize Nicolini com Carla Bordin e Tony Camargo, no dia 09 de setembro

Depois de ocupar, em 2022, a sede da WeExhibit, em Veneza, durante a 59ª Bienal, a pesquisa curatorial iniciada em DAQUI DE ONDE ESTOU chega a Curitiba em um novo capítulo: AQUI ONDE ESTOU — resto, risco, ruína e rastro. Em cartaz até 28 de setembro, na SOMA – People & Culture, a mostra reúne 15 obras de nove artistas do Brasil, Uruguai e Chile, apresentadas em espelho, cerâmica, néon, vídeo, fotografia, instalação e performance. Concebida como um mapeamento crítico da arte contemporânea na América do Sul, a exposição reflete sobre presença, resistência e transformação por meio de um território sensível e político.

Com curadoria de Analize Nicolini e produção da BraSA.Art, AQUI ONDE ESTOU marca a estreia da ocupação curatorial permanente da pesquisadora na SOMA, que passa a abrigar um programa contínuo de exposições, mediação e pesquisa. O projeto não busca respostas, mas oportuniza diálogos que conectam obras e públicos em torno de temas urgentes, revelando tensões entre corpo, território, linguagem e silêncio.

Território em movimento

A mostra se estrutura em quatro vetores: resto, risco, ruína e rastro, além de propor três perguntas que funcionam como guias críticos e afetivos: Quem pode falar e ser ouvido? Como corpos e territórios resistem? O que a arte propõe aqui e agora?

As obras não ilustram conceitos. Elas agem, provocam e deslocam percepções. Cada trabalho cria zonas de instabilidade fértil, onde presença e apagamento, gesto e matéria, memória e colapso se entrelaçam. Ao percorrer a exposição, o visitante é convocado a responder ao mundo através da experiência artística.

Participam da Mostra Analize Nicolini, Kamilla Nunes, Raïssa de Góes, Bárbara Oetinger, Ana Campanella, Luiza Baldan, Aline Natureza, Sebastián Errázuriz R. e Tony Camargo, criando um território múltiplo de investigação sobre gesto, matéria e linguagem.

Conversa sobre colecionismo

No dia 09 de setembro, terça-feira, pós-feriado, a programação inclui uma conversa sobre colecionismo, mediada por Nicolini. Participam a colecionadora Carla Bordin e o artista Tony Camargo.

Carla Bordin, arquiteta e fotógrafa, traz a perspectiva de quem constrói coleções que não se limitam ao acúmulo de obras, mas fomentam relações vivas entre artistas, processos e públicos. Neste recorte, sua contribuição será refletir sobre como o colecionismo pode atuar como força crítica, ampliando espaços de diálogo e circulação para diferentes práticas contemporâneas.

Tony Camargo é artista visual cuja obra transita pela fotografia, instalação, vídeo e performance. Participou de importantes mostras, como a X Bienal do Mercosul, e tem trabalhos em acervos de instituições como o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), Museu Oscar Niemeyer (MON) e Museu de Arte do Rio (MAR). Vencedor do Prêmio Funarte de Arte Contemporânea (2012) e indicado ao Prêmio Pipa, traz para o bate-papo a perspectiva de quem vivencia a criação artística e suas conexões com o mercado e a memória coletiva.

Últimas semanas para visitação

Com entrada gratuita, a mostra abre espaço para a reflexão crítica sobre o presente a partir da produção artística sul-americana, reconhecendo a singularidade das vozes que a compõem. As últimas semanas de exibição são um convite para mergulhar em experiências que atravessam a arte como potência de transformação e resistência.

Serviço:
AQUI ONDE ESTOU — resto, risco, ruína e rastro
Período: até 28 de setembro de 2025
Local: SOMA – People & Culture (Rua, José Bernardino Bormann, 730, Batel).
Conversa sobre colecionismo: 09 de setembro, terça-feira, às 18h30
Entrada: gratuita
Saiba mais em: https://www.analizenicolini.com/brasa/

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Kamasi Washington se apresenta hoje na Ópera de Arame

Foto: Vinicius Grosbelli

Saxofonista estadunidense, um dos maiores nomes do jazz contemporâneo, faz show exclusivo na Ópera de Arame no próximo mês setembro, durante o Circuito Primavera Jazz Sessions

Depois de conquistar o mundo com seu som expansivo e contemporâneo, Kamasi Washington desembarca em Curitiba para mais um show histórico. O saxofonista, compositor e produtor norte-americano será uma das atrações do Circuito Primavera de Jazz, com apresentação única na cidade nesta quarta-feira, dia 03 de setembro, na emblemática Ópera de Arame, dentro da programação oficial do Curitiba Jazz Sessions 2025.

Kamasi Washington é um dos artistas mais influentes do jazz moderno. Seu álbum de estreia, o monumental The Epic (2015), foi saudado pela crítica como uma obra-prima que abriu novas portas para o gênero, unindo jazz com elementos de funk, soul, hip-hop, gospel e música clássica. Desde então, o músico de Los Angeles vem redefinindo o papel do jazz no século XXI — tanto em seus projetos solos, como Heaven and Earth (2018) e Fearless Movement (2024), quanto em colaborações com gigantes da música contemporânea.

Entre seus parceiros de estúdio estão nomes como Kendrick Lamar (To Pimp a Butterfly), Thundercat, Flying Lotus, Herbie Hancock e André 3000. Kamasi também já se apresentou em palcos como o Coachella, Montreux Jazz Festival, Glastonbury e Primavera Sound, sempre acompanhado por uma big band de virtuoses que compartilham sua visão cósmica e espiritual da música. Na televisão, o versátil artista compôs a trilha sonora de “Becoming”, badalado documentário de Michelle Obama que lhe rendeu indicações ao Emmy e Grammy.

Com seu saxofone tenor e arranjos grandiosos, o artista transforma cada show em uma experiência transcendental, onde a improvisação e a ancestralidade encontram o afrofuturismo, criando pontes entre passado, presente e futuro. Nesta passagem pelo Brasil, Kamasi vai focar a apresentação em seu mais recente disco de estúdio, o fascinante Fearless Movement, lançado em maio de 2024, que traz faixas que passeiam de maneira fluida e marcante entre o hip hop e o jazz, conduzidas por uma megabanda de tirar o fôlego.

O show de Kamasi Washington em Curitiba acontece nesta quarta-feira, dia 3 de setembro, a partir das 19h, na emblemática Ópera de Arame. Os ingressos estão disponíveis no site www.curitibajazz.com.br. Mais informações estão disponíveis no perfil oficial do evento no Instagram: @curitibajazzsessions.

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Em Curitiba, coletivo Marmitas da Terra promove o Festival Comida no Prato


O evento acontece dia 06/09 na Praça João Cândido e reúne atrações culturais, espaço saúde, atividades para criança e feira de economia solidária

Está chegando o Festival Comida no Prato - 5 anos do Marmitas na Terra, que será realizado no sábado, dia 6 de setembro, das 9h às 21h, na Praça João Cândido, no centro de Curitiba. O evento pretende mostrar a trajetória dos últimos 5 anos do coletivo e suas atividades no combate à fome, luta de classes, presença social e conscientização sobre a importância de ter um alimento saudável e disponível para quem precisar.

Com diversas atividades, a programação acontece ao longo do dia e é dedicada a interessados em conhecer a atuação do Coletivo Marmitas da Terra. Podem participar moradores de Curitiba e Região, de comunidades urbanas ou rurais.

As ações são desenvolvidas pelas mesmas mãos solidárias que participam do projeto. Para resgatar a história do coletivo, trazendo retratos de momentos marcantes, o evento conta com comida boa, cuidado e atrações culturais com Garibaldis e Sacis, Janine Mathias, Wes Ventura, Sindicatis, Cia Mirabólica, Raissa Fayet, Rubia Divino e DJ Mitai.

Além da programação cultural, haverá bolo em comemoração aos 5 anos Marmitas da Terra, feira da economia solidária, exposição fotográfica, espaço da ciranda (teatro, massinha, oficina de grafite indígenas, brinquedos e jogos lúdicos para a criançada) e espaço da saúde (com dicas de cuidados e local para relaxar).

A comida, elemento central da trajetória do coletivo, não podia ficar de fora. Para o almoço, as opções são feijoada tradicional e vegana, que podem ser compradas antecipadamente (mais informações em breve), além de caldinho e outras delícias. 

O evento é organizado pela Associação Marmitas da Terra, MST, Mãos Solidárias e o Patuscada, em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo, vereadora Giorgia Prates - Mandata Preta e com o apoio da Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura de Curitiba.

Conhece o coletivo Marmitas da Terra?

Marmitas da Terra é uma iniciativa que defende o direito à alimentação saudável e o combate à fome a partir da produção de alimentos agroecológicos, trabalhando conceitos de reforma agrária popular. A ação Marmitas da Terra fez parte da campanha permanente de solidariedade do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Paraná. O combate à fome veio por meio da solidariedade em diversas ações, seja doando comida sem veneno, criando hortas coletivas (em espaços do MST, bairros e ocupações na cidade), ou incentivando a criação de cozinhas e padarias comunitárias em ocupações urbanas de Curitiba e região metropolitana.

Nestes 5 anos, a iniciativa já produziu e entregou mais de 185 mil marmitas feitas com alimentos da Reforma Agrária Popular para pessoas em situação de vulnerabilidade social: em situação de rua, famílias e trabalhadoras e trabalhadores de ocupações urbanas em Curitiba e região metropolitana (RM). 

A atividade, que começou na pandemia, representa a realização de uma estratégia alimentar essencial que ajuda pessoas em situação de vulnerabilidade social por conta do contexto político, econômico, social e pandêmico. Com o passar do tempo, o trabalho foi se aprofundando, até envolver a criação de hortas e cozinhas comunitárias. 

Curitiba e Lapa

O projeto já criou duas hortas comunitárias solidárias, uma no Assentamento Contestado, na Lapa, que funciona como área de produção de alimentos e formação pedagógica para pessoas urbanas. A outra horta implantada é na Vila 29 de Janeiro, no bairro Uberaba, que conta com militantes da iniciativa para manter e organizar o espaço com os moradores locais.

O coletivo também atua fortemente com educação popular em diversas comunidades urbanas, com aulas para crianças e adolescentes, EJA e reforço escolar. Atualmente são 07 cozinhas comunitárias que recebem nossos alimentos, em Curitiba e  região metropolitana. Em 2024 a Associação passou a integrar o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA).

Hoje, o coletivo atua em núcleos de trabalho de atuação em comunidades urbanas. Os núcleos são: Infraestrutura, Cultura, Educação Popular, Saúde, Comunicação, Formação, Direitos Humanos e Relações Institucionais.


sábado, 23 de agosto de 2025

Guaratuba recebe a segunda edição do Guará Mapping Festival


Nos dias 5 e 6 de setembro, a cidade de Guaratuba, no litoral paranaense, recebe a nova edição do Guará Mapping Festival - Festival Internacional de Projeção Mapeada. O evento gratuito contará com obras de diferentes artistas projetadas na fachada da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso, na Praça Matriz, no Centro. O prédio bicentenário é a segunda igreja a ser tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), localizado na cidade litorânea que integra a maior faixa contínua de Mata Atlântica preservada no Brasil. 

Com o tema “Preservar é Projetar o Futuro”, as projeções dialogam, de forma sensível e crítica, com o contexto ambiental, evidenciando a urgência da preservação da biodiversidade e dos ecossistemas únicos que existem na região, possibilitando reflexões visuais potentes sobre as camadas de memória, natureza e cultura.

Inscrições abertas 

Os artistas interessados em participar do Guará Mapping Festival - Festival Internacional de Projeção Mapeada podem se inscrever gratuitamente até o dia 26 de agosto pelo link https://www.guaramappingfestival.com/

As inscrições estão disponíveis para duas categorias -  “Curtas” e  “1Frame”. Na categoria “Curtas”, valem trabalhos audiovisuais, animações ou vídeos com áudio de 1 a 3 minutos, que envolvam qualquer tipo de técnica de filmagem, edição, composição, stopmotion e animação 2D ou 3D. Já em “1Frame”, serão aceitas imagens estáticas, podendo ser desenhos, gravuras, ilustrações, fotografias, colagens, composições e render 2D ou 3D.

Todas as obras inscritas devem ser produzidas ou adequadas no formato da fachada da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso.

Uma equipe de curadores irá selecionar as obras inscritas, preparando a programação do evento para os dias de apresentação. O Festival também será transmitido pela internet.

Sobre a premiação - As obras projetadas concorrem a prêmios em dinheiro e à licença de diferentes softwares profissionais de mapeamento. Os prêmios na categoria “Curtas” são de R$4.000 para o primeiro lugar, R$2.000 para o segundo e R$1.000 para o terceiro. Os três primeiros colocados ainda levam o software Resolume . O quarto lugar leva o prêmio de R$1.000.

Já na categoria “1Frame”, os prêmios são de R$1.000 e o software MadMapper para o primeiro colocado, e R$500 para o segundo e terceiro lugares. 

“O Guará Mapping Festival tem o objetivo de estimular a arte audiovisual, disseminando a projeção mapeada e atingindo novos públicos com temas relevantes. Além da premiação em dinheiro, oferecemos também a licença de softwares que são referência no segmento e que tem um valor bem alto para serem adquiridos”, finaliza Fraga. 

Mais informações sobre as inscrições podem ser conferidas no edital do II Guará Mapping Festival, disponível no site oficial: www.guaramappingfestival.com. Acompanhe também as redes sociais oficinais do evento: Instagram (@guaramappingfestival), Facebook (/guaramappingfestival) e Youtube.

Serviço:
II Guará Mapping Festival - Festival Internacional de Projeção Mapeada
Data: 5 e 6 de setembro às 19h
Local: Guaratuba - Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso, na Praça Matriz, no Centro
Evento Gratuito
Produção: ILUMINOUS e Labirinto Produções
Apoio: Copel, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura Municipal de Guaratuba, Resolume, Mad Mapper, Garage Cube e VJ Picles

Projeto aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura | PROFICE da Secretaria de Estado da Cultura | Governo do Estado do Paraná. 

 

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Thundercat abre o Circuito Primavera de Jazz


Com shows de Thundercat, Pat Metheny, Kamasi Washington e Snarky Puppy, o Circuito Primavera de Jazz promete uma temporada histórica de música instrumental na capital paranaense

A partir de domingo (24), Curitiba será a capital do jazz mundial com a estreia do Circuito Primavera de Jazz, que integra oficialmente a programação do consagrado Curitiba Jazz Sessions. Com apresentações concentradas entre agosto e setembro na icônica Ópera de Arame, o festival vai receber quatro astros da música internacional: Thundercat (24/08), Pat Metheny (28/08), Kamasi Washington (03/09) e Snarky Puppy (14/09). 

“Mais do que uma série de shows, o Circuito propõe expandir os horizontes culturais da cidade, fomentar a economia criativa e reafirmar Curitiba no mapa global da música instrumental”, afirma Patrik Cornelsen, diretor da Planeta Brasil Entretenimento, ao lado da Goat Entertainment na produção do evento.

Patrocinado pela Blue Moon, o Circuito Primavera de Jazz tem como palco a Ópera de Arame, símbolo arquitetônico e cultural da cidade. A escolha do espaço também carrega uma dimensão simbólica: abrir as portas de um dos maiores ícones da cultura local para artistas que são referência global em inovação e excelência musical. “Queremos proporcionar uma experiência imersiva para o público, reunindo grandes nomes que representam a diversidade e a potência da música instrumental contemporânea”, celebra Patrik.

Além dos shows, o circuito também se compromete com a formação profissional e a democratização do acesso à cultura, por meio de oficinas gratuitas voltadas à produção cultural e artística. “Eventos como esse movimentam o ecossistema criativo local, inspiram novas gerações de artistas e reforçam a relevância de Curitiba como polo cultural brasileiro”, conclui Lucas Rodrigues, diretor da Goat Entertainment.

CONFIRA AS DATAS OFICIAIS DO CIRCUITO PRIMAVERA DE JAZZ:

· 24 de agosto: Thundercat

· 28 de agosto: Pat Metheny

· 03 de setembro: Kamasi Washington

· 14 de setembro: Snarky Puppy

SOBRE OS ARTISTAS

O Circuito Primavera de Jazz reúne quatro dos nomes mais influentes da música instrumental contemporânea:

Thundercat: multi-instrumentista virtuoso e parceiro de nomes como Kendrick Lamar e Flying Lotus, transita com irreverência entre o jazz, o funk e o R&B.

Pat Metheny: lenda viva do jazz, é conhecido por sua sonoridade inovadora que atravessa gêneros e já lhe rendeu 20 Grammys em 10 categorias diferentes.

Kamasi Washington: um dos principais expoentes do novo jazz norte-americano, combina espiritualidade, potência e política em composições épicas e orquestrais.

Snarky Puppy: ganhador de vários Grammys, o coletivo é aclamado por sua fusão energética de jazz, rock, soul e música do mundo, com performances ao vivo que são verdadeiros espetáculos de improviso e precisão.

Os ingressos para o Circuito Primavera de Jazz estão disponíveis no site oficial do evento: www.curitibajazz.com.br. Todos os shows acontecem na Ópera de Arame (Rua João Gava, 920), a partir das 19h. Mais informações no perfil oficial do Curitiba Jazz Sessions no Instagram: @curitibajazzsessions.

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Cabaré Haikai retorna aos palcos em curta temporada


Inspirada em Paulo Leminski, montagem que fica em cartaz no Teatro da Reitoria de 28 a 31 de agosto

Depois da estreia, em agosto de 2024, e de sessões esgotadas no Festival de Curitiba - o maior da América Latina - a peça Cabaré Haikai, inspirada na obra de Paulo Leminski, retorna em curta temporada no Teatro da Reitoria (UFPR), de 28 a 31 de agosto. Os ingressos já estão à venda no Compre no Zet.

Com direção de Roddrigo Fôrnos, a montagem celebra o artista curitibano, que no ano passado - quando faria 80 anos - foi lembrado com uma série de eventos, incluindo a estreia de Cabaré Haikai, no Teatro Zé Maria. Em 2025, o poeta, escritor, tradutor, professor, publicitário e músico, considerado uma das figuras mais marcantes da literatura brasileira, será o autor homenageado da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

A partir de obras consagradas de Leminski — como Ensaios e Anseios Crípticos, Gozo Fabuloso, Songbook, Catatau e Toda Poesia —, a peça mergulha no universo do autor, destacando não só sua escrita afiada, mas também sua faceta musical. A música atravessa o espetáculo de forma intensa e constante, evidenciando o seu talento em entrelaçar versos e melodias.

A vertente de compositor de Paulo Leminski correu paralelamente e tão intensamente quanto a literária, relembra Estrela Leminski, que assina a dramaturgia da peça ao lado de Eduardo Ramos e Roddrigo Fôrnos. “Meu pai compôs muito. Suas músicas foram gravadas por artistas como Caetano Veloso e Ney Matogrosso, e ele foi convidado para parcerias por figuras fundamentais do Tropicalismo, da Vanguarda Paulista e da cena curitibana”, conta Estrela.

No palco, as atrizes Ane Adade, Michele Bittencourt, Renata Bruel e o ator Kauê Persona se debruçam sobre a obra literária e musical de Leminski, reconhecido por explorar formas alternativas e experimentais, valorizando a liberdade criativa. Ao mesmo tempo, a peça revela como sua arte era um ato de resistência cultural, uma expressão da individualidade e um instrumento para questionar normas e romper convenções.

Serviço:
Cabaré Haikai 

Data: De 28 a 31 de agosto 
Horário: 5ª a sábado às 20h / domingo às 19h
Local: Teatro da Reitoria - UFPR
Endereço: RUA XV de Novembro, 1299 - Centro, Curitiba
Ingressos: R$ 65 (inteira) e R$ 33 (meia-entrada) à venda em https://comprenozet.com.br/ 
Classificação indicativa: 14 anos

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Espetáculo de Áurea Martins celebra o sagrado feminino e a ancestralidade brasileira

Áurea comemora 82 anos foto: Sergio Caddah

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, de 28 a 31 de agosto, o show Senhora das Folhas, da cantora Áurea Martins. A apresentação celebra o sagrado feminino por meio de canções que homenageiam rezadeiras, curandeiras e benzedeiras, mulheres-matriz essenciais na construção do tecido social do Brasil profundo. Os ingressos começam a ser vendidos no dia 23.

O show é inspirado no álbum Senhora das Folhas (Biscoito Fino), indicado ao Grammy Latino 2022, e é um mergulho delicado em diversas manifestações culturais e espirituais, transitando entre canto indígena, canção medieval, coco de roda e sambas icônicos. Entre os destaques, estão A Rezadeira (Projota), Me Curar de Mim (Flaira Ferro), um canto indígena Parakanã, além de sambas como Banho de Manjericão (Paulo Pinheiro e João Nogueira) e Na Paz de Deus (Arlindo Cruz), todos em arranjos camerísticos.

Com a direção musical do violoncelista e cantor Lui Coimbra, o show tece o diálogo entre os imaginários urbano e rural do país. Unindo os vários Brasis e as duas pontas da vida, Áurea revisita sua ancestralidade e ganha o terreno do qual é rainha por herança e direito em um concerto que nos toca e transforma, público e artistas.

Áurea será acompanhada de alguns dos mais representativos músicos contemporâneos: Lui Coimbra (violoncelo, violão, rabeca, charango andino e voz), Fred Ferreira (viola, guitarras e voz), Murilo O’Reilly (pandeiro e percussão), Bruno Aguilar (contrabaixo acústico) e Mariana Baltar (vocais). 

Áurea Martins

Nascida para a música no contexto da bossa-nova, uma das únicas cantoras negras da cena, com mais de 50 anos de shows, nove discos solo, inúmeras participações em outros, Prêmio de Melhor Cantora no PMB 2009, um curta metragem sobre sua vida com mais de 21 prêmios (inclusive de melhor atriz), em 2022. Áurea comemora 82 anos como se debutasse, cheia de vigor e energia, lançando disco e fazendo lives ao lado de parceiros cinco décadas mais jovens. "A vida toda tive que me reinventar. A volta ao mundo em 80 dias é para os fracos, a volta ao mundo é em 80 lives!" diz ela. Áurea sabe que seu tempo de colher é hoje. Ela está vivíssima. E dando frutos.


Serviço: 

[MÚSICA] Senhora das Folhas de Áurea Martins

Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro

Data: 28 a 31 de agosto de 2025  

Horário: sexta-feira e sábado às 20h e domingo às 19h

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia entrada) 

Vendas a partir do dia 23:

Presencial: a partir das 10h na bilheteria do teatro 

Online: a partir das 15h na plataforma Sympla

Classificação indicativa: Livre para todos os públicos

Duração: 80 minutos

Capacidade: 125 lugares (2 para cadeirantes)

Informações e programação completa: Site Curitiba | CAIXA Cultural | Instagram @caixaculturalcuritiba | (41) 3041-2155