quinta-feira, 3 de julho de 2008

grandes mestres das imagens - Por Rafael Dabul

Na coluna de hoje o fotógrafo frances Guy Bourdain. Como a maioria dos artistas no pós-guerra Guy teve sua formação artística em desenho e pintura tendo a fotografia como uma simples diversão. Quando descobriu o potencial desta mídia, influenciado por Edward Weston, Man Ray (de quem era amigo) e artistas surrealistas, Guy abraçou a fotografia como forma de expressão e logo foi trabalhar na Vogue Paris. Nos anos 50 a fotografia de moda era idealizada, morna e covencional, o que refletia o otimismo ponderado e o crescente consumismo da classe média no pós-guerra. Mas Guy rejeitou este papel meramente descritivo da fotografia e introduziu narrativas as suas imagens. Seus temas recorrentes eram sexo e violência combinados com
humor negro, colocando as modelos em situações realistas em cenas sedutoras ou em ambientes inusitados, o que era inédito na sua época. No auge de sua carreira seus trabalhos eram vistos somente em revistas. Guy aceitou a forma como suas imagens eram consumidas e então descartadas mensalmente. Tratava a página dupla de uma revista como uma característica estrutural de seu trabalho. Não considerava a revista simplesmente um veículo de disseminar imagens. Durante sua vida Guy Bourdin se recusou a expor seus trabalhos para revista como trabalhos autonomos em galerias ou livros. Sendo este o principal motivo pelo qual não obteve fama como outros fotógrafos de moda de sua época como Richard Avedon e Helmut Newton. Mais sobre Guy Bourdain http://www.guybourdin.org/

Rafael Dabul - fotógrafo
www.rafaeldabul.com

Nenhum comentário: