terça-feira, 17 de março de 2026

Última semana para visitar Estrela cadente, exposição de Luísa Covolan na Galeria Anous


Com trabalhos realizados a partir de técnicas têxteis diversas, mostra segue em cartaz até sábado (21)

Com trabalhos produzidos entre 2024 e janeiro de 2026, Estrela cadente, exposição de estreia da artista visual Luísa Covolan, na galeria Anous, chega a sua última semana em exibição. A galeria está de portas abertas para visitação entre quarta-feira (18) e sábado (21), das 16h às 19h. Para marcar o fim da mostra, na sexta (20), às 19h, acontece a visita guiada pela galeria com a artista e Isadora Mattiolli, curadora. A visita é aberta para todos os interessados e não é preciso realizar inscrição prévia.

Sobre Estrela Cadente

Para Luísa Covolan, as obras de Estrela Cadente representam uma transformação no processo criativo da artista. Se antes sua produção seguia uma linha racional e estruturada, agora, as palavras que definem a exposição são “irreverente, elegante e onírica”, diz. A avaliação da artista é que, em geral, o têxtil nas artes visuais tende a colocar em perspectiva o trabalho doméstico e a sustentabilidade. Estrela cadente subverte essa relação por meio da irreverência: o tecido, aqui, é “mistério, tessitura entre sonhos e vida, é a arena de um tabuleiro entre eu e você”, conta Luísa. 

A elegância, por sua vez, está na sofisticação dos materiais. Com veludo, cetim, miçanga de vidro, lantejoulas e fio de cobre, o refinamento é um elemento importante em Estrela cadente. “As obras são como pequenas joias que você precisa olhar de perto”, defende a artista. O título da exposição faz referência aos elementos visuais e simbólicos das estrelas cadentes, do clarão ao desejo.

Isadora Mattiolli, curadora da exposição, explica que, através da combinação entre bordado com miçangas, sashiko, tricô e patchwork, o trabalho de Luísa Covolan desloca o tecido usado em projetos de costura artesanal e de vestimenta “de seus usos correntes e os inscrevem em uma visualidade ligada à noite: ao brilho e à sombra”. Pensando na figura da estrela cadente, “essa brecha que se abre no céu atravessa o trabalho de Luísa Covolan, que investiga, por meio de técnicas têxteis, correspondências entre o imaginário celeste e os materiais de armarinho”, ressalta.

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