Acontece nos dias 29 e 30 de julho o 2.º Bazar de Eletrônicos da Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas. O bazar conta com produtos apreendidos pela Receita Federal e, neste ano, dispõe de calculadoras financeiras, videogames (Playstation 2, Xbox, Wii), MP3, MP4, CD e DVD automotivos além de outros artigos importados, com preços que variam em até 50% abaixo do valor de mercado.
O evento é promovido pela Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas e a renda adquirida com o bazar será revertida na compra de equipamentos para a UTI Neonatal do HC. A AAHC é uma entidade sem fins lucrativos que visa angariar recursos e congregar esforços da comunidade em prol do Hospital de Clínicas.
Serviço:
Bazar de Eletrônicos da Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas
Dias: 29 e 30 de julho (quarta e quinta) das 9h30 às 18h30
Local: Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas – Av. Agostinho Leão Jr,336 – Próximo a Igreja do Perpétuo Socorro.
Informações: (41) 3091-1000 e www.amigosdohc.org.br
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Cel.U.Cine: Inscrições “De arrepiar”!
Cineastas amadores e profissionais tem até o dia 27 deste mês para se inscrever no Cel.U.Cine - Festival de Micrometragens, que premia filmes brasileiros, de 30 segundos até 3 minutos, feitos a partir de tecnologias digitais como câmeras, celulares e mini-dv.
Dividido em etapas, o Festival está com o tema é “De arrepiar”, em que podem ser feitos vídeos de situações inusitadas ou impactantes. As inscrições são gratuitas e os filmes devem ser enviadas para o site www.celucine.com.br Outras informações podem ser obtidas no site do festival, ou pelo e-mail contatocelucine@gmail.com
Informações da assessoria de imprensa da Oi
Dividido em etapas, o Festival está com o tema é “De arrepiar”, em que podem ser feitos vídeos de situações inusitadas ou impactantes. As inscrições são gratuitas e os filmes devem ser enviadas para o site www.celucine.com.br Outras informações podem ser obtidas no site do festival, ou pelo e-mail contatocelucine@gmail.com
Informações da assessoria de imprensa da Oi
Todas as sextas
Segue a sugestão de mais um restaurante que serve fondue. No Duetto Wine Restaurant o fondue é servido às sextas-feiras. A seqüência, que sai por R$ 38,00, inclui fondue de carne, queijo, frango e chocolate. Além da noite da fondue, o Duetto tem em seu cardápio especial de inverno o buffet de sopas, às terças-feiras, com 6 variedades do prato e acompanhamentos. Na quarta, o festival de massas, com quatro variedades de massas e dois tipos de carnes, a R$ 20 por pessoa. Às quintas, o festival do bacalhau com quatro variedades do prato a R$ 45 por pessoa.
Serviço:
DUETTO WINE RESTAURANT
Centro de Integração do Clube Curitibano
Av. Getúlio Vargas, 2857.
Água Verde
Telefone: 3014 1989
Informações da "Ruy" Barrozo Comunicação
Serviço:
DUETTO WINE RESTAURANT
Centro de Integração do Clube Curitibano
Av. Getúlio Vargas, 2857.
Água Verde
Telefone: 3014 1989
Informações da "Ruy" Barrozo Comunicação
terça-feira, 21 de julho de 2009
Carta para o Governador Paraná - por JJ
Senhor Governador do Paraná,
Pense bem!
Os grandes homens reconhecem seus erros. Recuam. Voltam atrás e até se desculpam, quando percebem que erraram. E crescem com este tipo de gesto.
Não é possível que o senhor não tenha ainda percebido o tamanho do equívoco que é este projeto de lei que obriga a traduzir todos os termos de outra língua na Publicidade a ser veiculada no Estado do Paraná.
Se é para proteger a Língua Portuguesa (do Brasil ou de Portugal?) não deveria se ater à Publicidade. Deveria atingir o Jornalismo, a editoração de livros, a Educação nas escolas, as empresas de TI, a Engenharia, a Medicina, a Arquitetura e até mesmo o Direito ou os cursos de Culinária, como as músicas que tocam nas rádios e até as novelas e filmes da TV...além, é claro da Administração Pública, entre tantas outras atividades das nossas vidas. Impossível.
Qual o motivo deste alvo seu na Publicidade?
É alguma vendetta (vingança) contra as agências de publicidade, que hoje em dia o senhor deplora (apesar de ser um negócio legítimo e regulado por Lei)? O senhor sempre usou os serviços das agências, muitas delas de seus amigos. O senhor demonstra este desprezo, na Escolinha, quando generaliza e ataca as agências de publicidade, quando as que o servem ou serviram pelo seu governo foram escolhidas, por critérios de licitação, devo enfatizar.
Não compreender, ou não ter uma assessoria competente para lhe explicar, como funciona o negócio da Publicidade, não justifica esta ação apoiada pela maioria da Assembléia Legislativa Cativa do Estado do Paraná, que o senhor tanto domina.
Explico, governador: as agências são remuneradas pelas idéias que desenvolvem (custos de criação), assim como pela comissão de mídia que os veículos pagam a elas (e que é de 20% por lei), além dos honorários de até 15% sobre serviços de terceiros (que as agências contratam e supervisionam, em termos de execução, qualidade, prazo e custos).
Algumas preferem receber um fee mensal, que, de acordo com o Cenp, não pode ser anti-econômico e deve ser estabelecido de acordo com as premissas de volume de investimentos e de trabalho a ser demandado.
Além disso, governador, não se compra Publicidade como se compra pedra brita, asfalto, areia ou tijolos.
Não se compra Publicidade pelo custo, mas sim pelo benefício, pelo resultado que ela pode produzir, com sua audiência, alcance e penetração, junto aos públicos-alvo selecionados.
Veículos de maior audiência logicamente custam mais caro, pois atingem a mais pessoas, gerando maiores resultados. Veículos de menor audiência custam menos e até dão mais descontos, para conquistar anunciantes. Mas, com audiências menores, provavelmente irão gerar resultados menores ou mais lentos.
Não é possível licitar compra de mídia, senhor governador. Não existe isso. E comprar mídia pelo menor custo, ao invés de maior resultado é uma forma de malversar o dinheiro público.
Técnicamente é errado – talvez até um crime.
Numa empresa privada é burrice ou incompetência, que vale demissão.
Mas empresas privadas precisam gerar resultados em vendas, enquanto que a maioria dos governantes só se preocupam em fazer média com mídia política, em detrimento da eficiência e do resultado (tanto da veiculação, como da qualidade das mensagens, que visam mais a promoção pessoal do que a comunicação feita com base nas expectativas, interesses, necessidades e desejos da população).
Comunicação pública deveria prestar serviços úteis à população, ao invés de promover os governantes de plantão.
Desenvolver a comunicação do governo sem preocupação com a qualidade das mensagens e das veiculações não deixa de ser, convenhamos, uma forma de incompetência – só que ninguém é demitido, não é?
Espero ter explicado, porque é inexplicável que o senhor governador do Paraná viva, nos últimos tempos, criticando o trabalho e a função das agências de publicidade, teimando em querer fazer licitação direta de mídia e em usar criação de péssima qualidade para a propaganda do seu governo (como o material de rádio da Copel, só para citar um exemplo...ou aquela enxurrada de comerciais ruins da TV Educativa, sem a fixação de um slogan, de um posicionamento sequer para a sua administração).
É simples, não é, governador?
Mais complicado é querer que não se use mais palavras estrangeiras na Publicidade e, ainda por cima, só no Estado do Paraná. Este tipo de utopia protecionista não funciona, o senhor sabe. Nem em Cuba. Nem na Venezuela do seu companheiro Hugo.
Vivemos num Mundo globalizado, onde a comunicação é criada e distribuída com uma agilidade nunca vista e por origens das mais variadas. Nem 10% da Publicidade que vemos nas TVs, nas rádios, nas revistas, nos jornais, nos outdoors, na mídia exterior, nas malas-diretas, no merchandising, nas vitrines, nos catálogos, nos menus, nos cinemas, e, principalmente na internet, é criada no Paraná, governador!
As mensagens chegam de outras cidades, estados e países – sem controles dos veículos de comunicação (locais ou não) que as distribuem (veiculam). E os veículos não podem modificar os anúncios, traduzindo-os, como o senhor quer.
O senhor governado vai controlar o Google, o Facebook, o Orkut, o My Space, o Yahoo, o GMail, o Linkednl, o Bing ou o Twitter? Ou sites como o UOL, Yahoo, da Folha, do Estadão, do Globo, do New York Times e tantos outros? São centenas de milhões de sites do Mundo todo, que podemos acessar.
Diga-me como, senhor governador! Como vai fiscalizar isso tudo?
Como vai obrigar a tradução dos banners, anúncios, pop-ups, links patrocinados e tantas outras formas de comunicação que chegam pela web aos que moram no Paraná, inclusive através de sites e de blogs?
Traduções obrigatórias no mesmo tamanho? Brincas?
O que significa “tamanho” no rádio e na TV?
Como fará com as embalagens de centenas de milhares de produtos nacionais e internacionais que encontramos à venda em milhares de pontos-de-venda? E com as marcas de produtos que tem seu nome em outro idioma? Vai ter que traduzir a marca da Shell? Da Nike? Do Yahoo?
Como fará esse controle autoritário nas transmissões internacionais e nacionais da Globo, da Record, do SBT, da Band, da HBO, do Telecine, do ESPN, da MTV, da RAI, do National Geographic, da Warner, da Sony, do History Channel, da CNN ou do Discovery, para não me alongar demais?
Como obrigará as rádios de rede nacional, como a CBN, a Jovem Pan, a Transamérica ou a Band, entre outras a traduzir, “no mesmo tamanho” as palavras de outro idioma que chegarem no áudio das publicidades nacionais e internacionais?
Não percebe, senhor governador, que é impossível?
Isso tudo sem contar que nem os lingüistas conseguem identificar claramente as palavras estrangeiras incorporadas ao nosso idioma. Seus fiscais conseguirão?
Segundo o ex-reitor, professor e lingüista de renome nacional, professor Carlos Faraco, cerca de 35% do nosso vocabulário de mais de 400 mil palavras é composto por palavras que emprestamos, ou adotamos, de outros idiomas. São cerca de 140 mil palavras estrangeiras que emprestamos para usar no nosso idioma do dia-a-dia!
A língua, ou o idioma, senhor governador, é um ser vivo.
Evolui, sempre.
Ou ainda estaríamos falando nestas paragens em tupi-guarani, ou em português dos tempos de Cabral.
Imagine, governador, o senhor ir ao Shopping Center...para assistir a um filme no IMAX ou em Technicolor, com Surround Sound, depois de comer um hamburguer, uma pizza, um sushi ou um yakissoba, ou mesmo um hot-dog ou um taco, ou um crepe, um sundae, ou talvez onion rings com katchup, ou mesmo um calzzone ou um espaguetti ou talharim...ou um croissant do Chef Vergé...Vai querer tudo traduzido, nos cardápios e cartazes de promoção das lojas de fast-food? Até o capuccino? Ou o espresso? Como o açúcar (que é uma palavra árabe)?
Imagine, governador, o senhor ir a um jogo de futebol (era football). Pode ter gol(goal)? Ou pênalti (penalty)? Ou corner(escanteio)? E falta (fault), pode? Mas não poderá haver Ola!!!Nem Olé...
Queria ver como o governador iria se resolver, sem estrangeirismos, com a rede mundial de computadores, que não poderemos mais chamar de web ou internet, muito menos de net. Não poderá nem ler ou passar e-mails (só mensagens eletrônicas), nem usar o mouse (rato), jamais fazer um download (baixar arquivos), nem pesquisar no Google ou no Bing (que será que estas malditas palavras significam em português?).
Jamais poderá se comunicar com seus eleitores por um blog ou pelo Twitter - que o Luiz Geraldo Mazza bem traduziu, brincando na CBN, como Gorgeio...
E se for comprar em carro novo? Pode ser Flex? Turbo? Classic? Power? Sport? Wagon? Com ou sem air bags? Ou GPS (Global Positioning System)? Som com MP3? Faria um leasing?
Nem é bom imaginar o governador do Paraná num restaurante francês, italiano, hindu, japonês, chinês, tailandês, malaio, espanhol, americano, inglês, sueco, alemão e até português lisboeta!!! Como ele pediria um carpaccio, ou um steak tartar, ou escargots, ou mignon, ou fettucini ao funghi, ou uma bela lasanha, ou mesmo um sashimi, ou um fondue, uma paella, uma sangria, um coq au vin, um strogonoff, ou mesmo um smogarsbord?
Imagino: pedirá carne crua finamente cortada, lesmas na manteiga e carne crua moída com ovo cru e temperos...só para iniciar a tradução das delícias que listei acima.
Na padaria, jamais poderia haver baguetes, ciabattas, brioches...ou cuque...
Creio que não preciso continuar, governador.
O senhor já deve ter percebido que seus assessores de comunicação e legislação o colocaram numa tremenda fria.
Coloque a culpa neles (vai ver, é deles mesmo - e eles já estão acostumados a serem criticados, até ao vivo, na Escolinha).
E seja grandioso, como o Sarney não consegue ser. Renuncie... a este projeto inexequível. É impossível de se tornar realidade, mesmo!
O senhor é teimoso, turrão, autoritário até, mas não é burro. Nem um pouco.
Já deve ter percebido que entrou numa fria, numa canoa furada e que será ridicularizado no Brasil todo, se não for mundialmente comentado pela lei quixotesca de tão impossível que ameaça aprovar e implantar.
Outros já fizeram essa tentativa e foram derrotados.
É inconstitucional cercear a liberdade de expressão.
É impossível controlar a comunicação – só com Censura...e o senhor se diz democrata, preciso lembrar.
Se eu quiser escrever um anúncio em russo e ninguém entender e comprar meu produto, o punido sou eu. Mas veja que até o “Skavurska” da Net deu Ibope...e retorno em vendas dos combos!
Claro que há abusos no uso de estrangeirismos, não só na Publicidade. Mas há abusos piores, na política, na corrupção, no crime, na impunidade, nos currais eleitorais e em tantas das atividades do nosso país. Mas não é este o tema desta exposição.
Na Publicidade, o objetivo é criar e transmitir mensagens de vendas eficientes para públicos selecionados. Se não forem eficientes, perdemos dinheiro, vendas e clientes. O mercado pune os excessos, os abusos e os erros.
Não há necessidade de lei alguma, dizendo o que e como devemos escrever ou nos comunicar.
Se abusarmos, se errarmos, seremos severamente punidos pelos consumidores, pelo mercado, com a queda nas vendas e nos lucros.
Ninguém, muito menos o governo, precisa nos ensinar como escrever ou como fazer boa Publicidade.
Além disso, devo lembrar, a obrigação de educar o povo é dos governantes e dos professores – não é dos publicitários, nem dos anunciantes (se bem que o fazemos, constantemente).
A Língua Portuguesa deveria ser ensinada e exigida nas escolas, da pré à pós. Mas é? Temos universitários brasileiros que não compreendem o que estão lendo e que escrevem mal que dá dó.
Culpa de quem? Da Publicidade? Ou da escola? Preciso responder ao senhor?
Educação não se faz com TVs na sala de aula, apenas. Nem com ônibus amarelos. Educação se faz com bons professores bem pagos e motivados, com bons livros e até mesmo com o uso de computadores e da web (ou o senhor vai proibir isso também?).
Educação se inicia na escola e prossegue na vida, com a valorização da Cultura, nas mais diversas formas, com ou sem o apoio governamental.
Não pretendo ensinar isso ao governador, é claro.
Só pretendo abrir os olhos e alertar para o mico que colocaram no seu ombro.
Ainda é tempo, governador.
Esqueça esta baboseira desta Lei impraticável e ridícula, que pode até inviabilizar a Copa do Mundo no Paraná, se implantada, pois afastará os anunciantes e patrocinadores internacionais da FIFA do nosso Estado!
Delete o projeto, governador!
Poupe-se do desgaste.
Engavete o projeto.
E deixe os anunciantes, publicitários e as agências em paz.
Pense!
Isso vai mesmo melhorar a vida das pessoas?
Como pode afetar a soberania nacional?
O Paraná precisa do seu trabalho, determinação e vigor em muitas outras coisas fundamentais.
O Paraná precisa de progresso, com liberdade de expressão e responsabilidade de todos nós, com um comércio vigoroso que rende bilhões em impostos, em todos os idiomas usados pelos que aqui vivem, produzem e consomem.
Tome uma Coca Light, respire fundo e jogue o projeto na gaveta, Governador.
Só fará bem ao Paraná.
João José Werzbitzki, JJ
Publicitário, Jornalista, Relações Públicas.
Professor de Planejamento de Comunicação e de Redação Publicitária da Universidade Positivo (aposentado).
Master of Arts/Communications, em Publicidade, Jornalismo,
Relações Públicas, Fotografia e Televisão, pela Siena University, dos Estados Unidos.
Pense bem!
Os grandes homens reconhecem seus erros. Recuam. Voltam atrás e até se desculpam, quando percebem que erraram. E crescem com este tipo de gesto.
Não é possível que o senhor não tenha ainda percebido o tamanho do equívoco que é este projeto de lei que obriga a traduzir todos os termos de outra língua na Publicidade a ser veiculada no Estado do Paraná.
Se é para proteger a Língua Portuguesa (do Brasil ou de Portugal?) não deveria se ater à Publicidade. Deveria atingir o Jornalismo, a editoração de livros, a Educação nas escolas, as empresas de TI, a Engenharia, a Medicina, a Arquitetura e até mesmo o Direito ou os cursos de Culinária, como as músicas que tocam nas rádios e até as novelas e filmes da TV...além, é claro da Administração Pública, entre tantas outras atividades das nossas vidas. Impossível.
Qual o motivo deste alvo seu na Publicidade?
É alguma vendetta (vingança) contra as agências de publicidade, que hoje em dia o senhor deplora (apesar de ser um negócio legítimo e regulado por Lei)? O senhor sempre usou os serviços das agências, muitas delas de seus amigos. O senhor demonstra este desprezo, na Escolinha, quando generaliza e ataca as agências de publicidade, quando as que o servem ou serviram pelo seu governo foram escolhidas, por critérios de licitação, devo enfatizar.
Não compreender, ou não ter uma assessoria competente para lhe explicar, como funciona o negócio da Publicidade, não justifica esta ação apoiada pela maioria da Assembléia Legislativa Cativa do Estado do Paraná, que o senhor tanto domina.
Explico, governador: as agências são remuneradas pelas idéias que desenvolvem (custos de criação), assim como pela comissão de mídia que os veículos pagam a elas (e que é de 20% por lei), além dos honorários de até 15% sobre serviços de terceiros (que as agências contratam e supervisionam, em termos de execução, qualidade, prazo e custos).
Algumas preferem receber um fee mensal, que, de acordo com o Cenp, não pode ser anti-econômico e deve ser estabelecido de acordo com as premissas de volume de investimentos e de trabalho a ser demandado.
Além disso, governador, não se compra Publicidade como se compra pedra brita, asfalto, areia ou tijolos.
Não se compra Publicidade pelo custo, mas sim pelo benefício, pelo resultado que ela pode produzir, com sua audiência, alcance e penetração, junto aos públicos-alvo selecionados.
Veículos de maior audiência logicamente custam mais caro, pois atingem a mais pessoas, gerando maiores resultados. Veículos de menor audiência custam menos e até dão mais descontos, para conquistar anunciantes. Mas, com audiências menores, provavelmente irão gerar resultados menores ou mais lentos.
Não é possível licitar compra de mídia, senhor governador. Não existe isso. E comprar mídia pelo menor custo, ao invés de maior resultado é uma forma de malversar o dinheiro público.
Técnicamente é errado – talvez até um crime.
Numa empresa privada é burrice ou incompetência, que vale demissão.
Mas empresas privadas precisam gerar resultados em vendas, enquanto que a maioria dos governantes só se preocupam em fazer média com mídia política, em detrimento da eficiência e do resultado (tanto da veiculação, como da qualidade das mensagens, que visam mais a promoção pessoal do que a comunicação feita com base nas expectativas, interesses, necessidades e desejos da população).
Comunicação pública deveria prestar serviços úteis à população, ao invés de promover os governantes de plantão.
Desenvolver a comunicação do governo sem preocupação com a qualidade das mensagens e das veiculações não deixa de ser, convenhamos, uma forma de incompetência – só que ninguém é demitido, não é?
Espero ter explicado, porque é inexplicável que o senhor governador do Paraná viva, nos últimos tempos, criticando o trabalho e a função das agências de publicidade, teimando em querer fazer licitação direta de mídia e em usar criação de péssima qualidade para a propaganda do seu governo (como o material de rádio da Copel, só para citar um exemplo...ou aquela enxurrada de comerciais ruins da TV Educativa, sem a fixação de um slogan, de um posicionamento sequer para a sua administração).
É simples, não é, governador?
Mais complicado é querer que não se use mais palavras estrangeiras na Publicidade e, ainda por cima, só no Estado do Paraná. Este tipo de utopia protecionista não funciona, o senhor sabe. Nem em Cuba. Nem na Venezuela do seu companheiro Hugo.
Vivemos num Mundo globalizado, onde a comunicação é criada e distribuída com uma agilidade nunca vista e por origens das mais variadas. Nem 10% da Publicidade que vemos nas TVs, nas rádios, nas revistas, nos jornais, nos outdoors, na mídia exterior, nas malas-diretas, no merchandising, nas vitrines, nos catálogos, nos menus, nos cinemas, e, principalmente na internet, é criada no Paraná, governador!
As mensagens chegam de outras cidades, estados e países – sem controles dos veículos de comunicação (locais ou não) que as distribuem (veiculam). E os veículos não podem modificar os anúncios, traduzindo-os, como o senhor quer.
O senhor governado vai controlar o Google, o Facebook, o Orkut, o My Space, o Yahoo, o GMail, o Linkednl, o Bing ou o Twitter? Ou sites como o UOL, Yahoo, da Folha, do Estadão, do Globo, do New York Times e tantos outros? São centenas de milhões de sites do Mundo todo, que podemos acessar.
Diga-me como, senhor governador! Como vai fiscalizar isso tudo?
Como vai obrigar a tradução dos banners, anúncios, pop-ups, links patrocinados e tantas outras formas de comunicação que chegam pela web aos que moram no Paraná, inclusive através de sites e de blogs?
Traduções obrigatórias no mesmo tamanho? Brincas?
O que significa “tamanho” no rádio e na TV?
Como fará com as embalagens de centenas de milhares de produtos nacionais e internacionais que encontramos à venda em milhares de pontos-de-venda? E com as marcas de produtos que tem seu nome em outro idioma? Vai ter que traduzir a marca da Shell? Da Nike? Do Yahoo?
Como fará esse controle autoritário nas transmissões internacionais e nacionais da Globo, da Record, do SBT, da Band, da HBO, do Telecine, do ESPN, da MTV, da RAI, do National Geographic, da Warner, da Sony, do History Channel, da CNN ou do Discovery, para não me alongar demais?
Como obrigará as rádios de rede nacional, como a CBN, a Jovem Pan, a Transamérica ou a Band, entre outras a traduzir, “no mesmo tamanho” as palavras de outro idioma que chegarem no áudio das publicidades nacionais e internacionais?
Não percebe, senhor governador, que é impossível?
Isso tudo sem contar que nem os lingüistas conseguem identificar claramente as palavras estrangeiras incorporadas ao nosso idioma. Seus fiscais conseguirão?
Segundo o ex-reitor, professor e lingüista de renome nacional, professor Carlos Faraco, cerca de 35% do nosso vocabulário de mais de 400 mil palavras é composto por palavras que emprestamos, ou adotamos, de outros idiomas. São cerca de 140 mil palavras estrangeiras que emprestamos para usar no nosso idioma do dia-a-dia!
A língua, ou o idioma, senhor governador, é um ser vivo.
Evolui, sempre.
Ou ainda estaríamos falando nestas paragens em tupi-guarani, ou em português dos tempos de Cabral.
Imagine, governador, o senhor ir ao Shopping Center...para assistir a um filme no IMAX ou em Technicolor, com Surround Sound, depois de comer um hamburguer, uma pizza, um sushi ou um yakissoba, ou mesmo um hot-dog ou um taco, ou um crepe, um sundae, ou talvez onion rings com katchup, ou mesmo um calzzone ou um espaguetti ou talharim...ou um croissant do Chef Vergé...Vai querer tudo traduzido, nos cardápios e cartazes de promoção das lojas de fast-food? Até o capuccino? Ou o espresso? Como o açúcar (que é uma palavra árabe)?
Imagine, governador, o senhor ir a um jogo de futebol (era football). Pode ter gol(goal)? Ou pênalti (penalty)? Ou corner(escanteio)? E falta (fault), pode? Mas não poderá haver Ola!!!Nem Olé...
Queria ver como o governador iria se resolver, sem estrangeirismos, com a rede mundial de computadores, que não poderemos mais chamar de web ou internet, muito menos de net. Não poderá nem ler ou passar e-mails (só mensagens eletrônicas), nem usar o mouse (rato), jamais fazer um download (baixar arquivos), nem pesquisar no Google ou no Bing (que será que estas malditas palavras significam em português?).
Jamais poderá se comunicar com seus eleitores por um blog ou pelo Twitter - que o Luiz Geraldo Mazza bem traduziu, brincando na CBN, como Gorgeio...
E se for comprar em carro novo? Pode ser Flex? Turbo? Classic? Power? Sport? Wagon? Com ou sem air bags? Ou GPS (Global Positioning System)? Som com MP3? Faria um leasing?
Nem é bom imaginar o governador do Paraná num restaurante francês, italiano, hindu, japonês, chinês, tailandês, malaio, espanhol, americano, inglês, sueco, alemão e até português lisboeta!!! Como ele pediria um carpaccio, ou um steak tartar, ou escargots, ou mignon, ou fettucini ao funghi, ou uma bela lasanha, ou mesmo um sashimi, ou um fondue, uma paella, uma sangria, um coq au vin, um strogonoff, ou mesmo um smogarsbord?
Imagino: pedirá carne crua finamente cortada, lesmas na manteiga e carne crua moída com ovo cru e temperos...só para iniciar a tradução das delícias que listei acima.
Na padaria, jamais poderia haver baguetes, ciabattas, brioches...ou cuque...
Creio que não preciso continuar, governador.
O senhor já deve ter percebido que seus assessores de comunicação e legislação o colocaram numa tremenda fria.
Coloque a culpa neles (vai ver, é deles mesmo - e eles já estão acostumados a serem criticados, até ao vivo, na Escolinha).
E seja grandioso, como o Sarney não consegue ser. Renuncie... a este projeto inexequível. É impossível de se tornar realidade, mesmo!
O senhor é teimoso, turrão, autoritário até, mas não é burro. Nem um pouco.
Já deve ter percebido que entrou numa fria, numa canoa furada e que será ridicularizado no Brasil todo, se não for mundialmente comentado pela lei quixotesca de tão impossível que ameaça aprovar e implantar.
Outros já fizeram essa tentativa e foram derrotados.
É inconstitucional cercear a liberdade de expressão.
É impossível controlar a comunicação – só com Censura...e o senhor se diz democrata, preciso lembrar.
Se eu quiser escrever um anúncio em russo e ninguém entender e comprar meu produto, o punido sou eu. Mas veja que até o “Skavurska” da Net deu Ibope...e retorno em vendas dos combos!
Claro que há abusos no uso de estrangeirismos, não só na Publicidade. Mas há abusos piores, na política, na corrupção, no crime, na impunidade, nos currais eleitorais e em tantas das atividades do nosso país. Mas não é este o tema desta exposição.
Na Publicidade, o objetivo é criar e transmitir mensagens de vendas eficientes para públicos selecionados. Se não forem eficientes, perdemos dinheiro, vendas e clientes. O mercado pune os excessos, os abusos e os erros.
Não há necessidade de lei alguma, dizendo o que e como devemos escrever ou nos comunicar.
Se abusarmos, se errarmos, seremos severamente punidos pelos consumidores, pelo mercado, com a queda nas vendas e nos lucros.
Ninguém, muito menos o governo, precisa nos ensinar como escrever ou como fazer boa Publicidade.
Além disso, devo lembrar, a obrigação de educar o povo é dos governantes e dos professores – não é dos publicitários, nem dos anunciantes (se bem que o fazemos, constantemente).
A Língua Portuguesa deveria ser ensinada e exigida nas escolas, da pré à pós. Mas é? Temos universitários brasileiros que não compreendem o que estão lendo e que escrevem mal que dá dó.
Culpa de quem? Da Publicidade? Ou da escola? Preciso responder ao senhor?
Educação não se faz com TVs na sala de aula, apenas. Nem com ônibus amarelos. Educação se faz com bons professores bem pagos e motivados, com bons livros e até mesmo com o uso de computadores e da web (ou o senhor vai proibir isso também?).
Educação se inicia na escola e prossegue na vida, com a valorização da Cultura, nas mais diversas formas, com ou sem o apoio governamental.
Não pretendo ensinar isso ao governador, é claro.
Só pretendo abrir os olhos e alertar para o mico que colocaram no seu ombro.
Ainda é tempo, governador.
Esqueça esta baboseira desta Lei impraticável e ridícula, que pode até inviabilizar a Copa do Mundo no Paraná, se implantada, pois afastará os anunciantes e patrocinadores internacionais da FIFA do nosso Estado!
Delete o projeto, governador!
Poupe-se do desgaste.
Engavete o projeto.
E deixe os anunciantes, publicitários e as agências em paz.
Pense!
Isso vai mesmo melhorar a vida das pessoas?
Como pode afetar a soberania nacional?
O Paraná precisa do seu trabalho, determinação e vigor em muitas outras coisas fundamentais.
O Paraná precisa de progresso, com liberdade de expressão e responsabilidade de todos nós, com um comércio vigoroso que rende bilhões em impostos, em todos os idiomas usados pelos que aqui vivem, produzem e consomem.
Tome uma Coca Light, respire fundo e jogue o projeto na gaveta, Governador.
Só fará bem ao Paraná.
João José Werzbitzki, JJ
Publicitário, Jornalista, Relações Públicas.
Professor de Planejamento de Comunicação e de Redação Publicitária da Universidade Positivo (aposentado).
Master of Arts/Communications, em Publicidade, Jornalismo,
Relações Públicas, Fotografia e Televisão, pela Siena University, dos Estados Unidos.
Isabeli Fontana divulga
Falar é Fácil! - Por Laís Salomão
Esta frase tão pronunciada ganha maior dimensão quando vivenciada na prática. Pois é muito fácil dizer vou fazer isso ou aquilo; me comportarei assim ou assado; seguirei por tal caminho... Porém, no momento em que nos deparamos com a hora de agir e seguir a risca o que foi falado, podemos ver de fato o grau de dificuldade das coisas. A prática exige paciência, disciplina, persistência, atitude, confiança e boa vontade por parte da pessoa que fala e se compromete a fazer. Nem todos estão dispostos a passar da teoria para a prática, por isso falar é fácil! Quando imaginamos uma situação, não temos a real idéia de como será, somente vivenciando mesmo para saber... É neste instante que podemos ver que faltaram muitos pontos a serem analisados, o que torna tudo mais difícil. É importante pensar melhor nos prós e contras com relação a tudo o que se pretende fazer, já será meio caminho andado para o sucesso. Cultive também a fé e a confiança de que tudo deve sair como o planejado. As portas sempre se abrem para quem faz o bem e consegue ver a luz no fim do túnel, independente da escuridão que se apresente.
Laís Salomão/ Numeróloga Esotérica
www.numerologiaeesoterismo.com
Laís Salomão/ Numeróloga Esotérica
www.numerologiaeesoterismo.com
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Festa Diabólica
Via Karen Tortato
Palestra sobre Arte Digital no Paço da Liberdade
O Paço da Liberdade SESC Paraná realiza no dia 22/07 a palestra “Cultura da mobilidade e realidades expandidas: a arte está na palma da mão e entre redes” com a Doutora e professora do curso de pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP, Giselle Beiguelman.
Entre outros temas, a palestra abordará a relação atual dos dispositivos móveis com a arte. Giselle Beiguelman tem-se dedicado sobretudo às complexas relações existentes entre literatura e novos meios. Mais recentemente, Beiguelman tem voltado as suas indagações para as plataformas wireless (Palm e Wap), produzindo obras especificamente pensadas para difusão nesse circuito.
Beiguelman também é artista, foi curadora do Nokia Trends 07/08 e Diretora Artítica do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia. Sua produção poética é reconhecida internacionalmente, tendo sido citada por inúmeros artigos e livros nas temáticas da cibercultura. É autora de livros e artigos de destaque, colaborando com revistas nacionais e internacionais. Mais sobre a palestrante em www.desvirtual.com .
Local: Paço da Liberdade SESC Paraná (Praça Generoso Marques, 189)
Horário: 19h
Valor: não-comerciário R$ 10 / comerciários e estudantes R$ 5
Informações: 3234 4200 / twitter.com/pacodaliberdade.
Informações da assessoria de imprensa do Paço da Liberdade
Entre outros temas, a palestra abordará a relação atual dos dispositivos móveis com a arte. Giselle Beiguelman tem-se dedicado sobretudo às complexas relações existentes entre literatura e novos meios. Mais recentemente, Beiguelman tem voltado as suas indagações para as plataformas wireless (Palm e Wap), produzindo obras especificamente pensadas para difusão nesse circuito.
Beiguelman também é artista, foi curadora do Nokia Trends 07/08 e Diretora Artítica do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia. Sua produção poética é reconhecida internacionalmente, tendo sido citada por inúmeros artigos e livros nas temáticas da cibercultura. É autora de livros e artigos de destaque, colaborando com revistas nacionais e internacionais. Mais sobre a palestrante em www.desvirtual.com .
Local: Paço da Liberdade SESC Paraná (Praça Generoso Marques, 189)
Horário: 19h
Valor: não-comerciário R$ 10 / comerciários e estudantes R$ 5
Informações: 3234 4200 / twitter.com/pacodaliberdade.
Informações da assessoria de imprensa do Paço da Liberdade
grandes mestres da fotografia - por Rafael Dabul
No mês de Junho o Museu Oscar Niemeyer inaugurou um novo espaço, e para promover esta inauguração colocou lá uma exposição de fotografia. A exposição é 'Brasil, Além Brasil' de um fotógrafo norteamericano. Pelo que pude constatar trata-se de um apanhado dos trabalhos do fotógrafo em viagens pelo mundo. Depois de ver a exposição fui pesquisar sobre o autor, e descobri que esta foi a sua primeira grande mostra já feita em qualquer país em todos os tempos. Daí me perguntei 'mas por que aqui?'. Não tenho nada contra o autor das fotos, aliás méritos para ele, mas fico em dúvida quanto ao critério/posicionamento do museu. Acredito que, se fosse para chamar um fotógrafo estrangeiro, que fosse alguém de expressão no mundo da fotografia como um grande mestre ou algum fotógrafo contemporâneo que está buscando algo de novo dentro do meio escolhido e reescrevendo sua linguagem. E aquela pergunta ainda ecoa na minha cabeça. Ora, se fosse para dar uma oportunidade a um fotógrafo ainda desconhecido porque não alguém daqui? Os fotógrafos brasileiros, muitos com trabalhos de qualidade melhor que o do norteamericano, são pouco conhecidos pelo público e tem poucas oportunidades. Por que não aproveitar a oportunidade para expor o trabalho de um deles? Posso rapidamente lembrar de quase dez nomes, se fizer um esforço esta lista aumenta muito. Fiquei com sentimentos conflitantes a respeito desta exposição, pois ao mesmo tempo que fiquei feliz por ter mais espaço no museu (e talvez dedicado a fotografia) me entristece o fato de talentos locais (Curitiba e Brasil) não terem incentivo de um museu local. E a pergunta que ecoa na minha cabeça ainda esta sem resposta. Rafael Dabul - fotógrafo
www.rafaeldabul.com
Cacá Brainta, Lisa Simpson e Karla Pereira convidam
"Drink Luxooo!" é o nome do evento que a TrincaZ, Hype Bazar, Agente (costura) e A Dita de Alice promovem na próxima sexta-feira (24). Além do lançamento de novas peças de inverno; drinks, música e promoções exclusivas. Visite o site da Hype Bazar para mais informações >>> http://www.hypebazaar.com.br/
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